sábado , 7 março 2026

Dona de cães soltos que atacaram pessoas e animais no Setor Sul presta depoimento

A proprietária do chow-chow e da vira-lata que circulam sem monitoramento pelo Setor Sul e que têm atacado pessoas e cães menores, além de serem responsáveis pela morte de mais de 40 gatos desde 2024, prestou depoimento na 1ª Delegacia de Polícia de Goiânia na última terça-feira (21).

Na residência onde os animais vivem moram duas pessoas: uma jovem de cerca de 25 anos e sua mãe, que tem aproximadamente 70 anos. A idosa se apresentou como tutora dos cães e alegou que deixa os animais soltos porque enfrenta problemas de saúde que a impedem de vigiar os pets durante a maior parte do tempo. Além disso, mencionou que o portão da casa apresenta defeitos que dificultam a contenção dos cães, apesar dos vizinhos terem se mobilizado e arrecadado R$ 275 em junho deste ano para ajudar no conserto.

O filho da idosa relatou ao delegado Fernando Martins, responsável pela investigação, que está em busca de um novo tutor para os dois cães, preferencialmente alguém que tenha uma chácara ou um espaço amplo para que eles possam circular com segurança.

De acordo com o delegado, a dona dos cães deverá responder por omissão de cautela na guarda ou condução de animais, conforme previsto no artigo 31 da Lei de Contravenções Penais, além de responder por lesão corporal culposa, prevista no artigo 129 do Código Penal. A pena para a omissão varia de prisão simples, de 10 dias a 2 meses, ou multa; já para a lesão corporal, a detenção pode chegar a seis meses.

Fernando Martins encaminhou duas vítimas dos ataques para exame de corpo de delito: uma delas é a dona da cadela Catarina, que faleceu após o ataque em 9 de novembro, e a outra é uma jovem que foi atacada enquanto estava de moto. O delegado aguarda o resultado do laudo da moça para definir se a dona dos cães responderá por lesão corporal grave.

No caso da cadela Catarina e de sua dona, os termos circunstanciados de ocorrência já foram concluídos e devem ser enviados ao juizado cível ainda esta semana.

A situação envolvendo os cães tem mobilizado os moradores do Setor Sul desde o ano passado, quando começaram a surgir relatos dos gatos mortos na vizinhança. Inicialmente, as responsáveis pelos animais ficaram em silêncio, mas acabaram se manifestando quando a origem dos cães foi descoberta.

A filha da idosa, que também mora na casa, afirmou que não conseguia manter os cães presos devido ao problema no portão. Após a vaquinha feita pelos vizinhos para arrecadar R$ 275, o defeito no portão continuou sem solução.

Além disso, a mulher recebeu ajuda financeira para castrar a vira-lata, sendo informado que o procedimento havia sido realizado gratuitamente, mas que precisaria de cerca de R$ 150 para custear o transporte até a clínica, que ficava distante. Os moradores fizeram outra vaquinha e levantaram o valor solicitado.

Apesar de todos esses esforços, os ataques dos cães continuaram, com vítimas recentes, incluindo o trágico caso da cadela Catarina, pet da psicóloga Júlia Perillo, que faleceu dois dias após ser atacada.

Fonte: MaisGoiás

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