sábado , 7 março 2026

Desaparecimento de corretora em Caldas Novas leva polícia a investigar conflitos anteriores com síndico

34 dias, o desaparecimento da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, segue sem respostas em Caldas Novas, e a Polícia Civil intensificou as investigações voltando-se ao passado recente da vítima em busca de pistas que possam esclarecer o caso. Uma das hipóteses analisadas é a possível relação entre o sumiço e uma série de desentendimentos entre Daiane e o síndico do prédio onde ela morava.

Vídeo obtido pelo Integração News mostra um trecho de depoimento prestado por Daiane à Polícia Civil em agosto de 2025, no qual ela relata episódios de perseguição, agressão e constrangimento que teriam ocorrido meses antes do desaparecimento.

Na gravação, Daiane afirma ter registrado boletim de ocorrência contra o síndico após sucessivos conflitos. Segundo ela, o administrador do prédio passou a fazer ameaças, afirmando que ela e a mãe deveriam deixar o local. Ainda de acordo com o relato, houve interrupção do fornecimento de água, restrição de acesso a funcionários, negativa de entregas e até a retenção de chaves de áreas comuns e dos apartamentos da família.

Em outro trecho do depoimento, a corretora descreve um episódio de agressão física ao confrontar o síndico sobre a falta de água em um dos imóveis. “Quando fui subir junto com ele, constatei que o registro estava fechado. Comecei a filmar, e ele me deu um soco e uma cotovelada no rosto. Meu celular e meus óculos caíram”, relatou. Daiane também afirmou ter sido alvo de ofensas racistas durante o ocorrido, destacando o impacto emocional do episódio.

No depoimento, ela reforça que jamais agrediu o síndico. “Em nenhum momento, nem com palavras, nem com nada. Eu só quero o direito de ter tranquilidade na casa da minha mãe e segurança nossa, que deveria vir dele, mas não vem”, disse.

O Integração News tentou contato com o administrador do prédio, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.

Momentos antes de desaparecer, no dia 17 de dezembro, Daiane gravou e enviou um vídeo a uma amiga relatando que a energia elétrica de seu apartamento havia sido cortada, apesar de afirmar que as contas estavam quitadas. Nas imagens, ela entra no elevador, conversa com outro morador e diz que iria até a portaria para verificar se a concessionária de energia havia estado no prédio.

O vídeo termina antes que ela consiga falar com o porteiro. Em seguida, imagens de câmeras internas mostram Daiane retornando sozinha ao elevador e descendo até o subsolo, onde ficam a garagem e o quadro geral de energia — área de acesso restrito aos moradores. Ela chegou a iniciar uma nova gravação no celular, mas o conteúdo não foi enviado. A partir desse momento, não há mais registros da corretora.

A Polícia Civil continua ouvindo moradores e funcionários do condomínio, além de analisar documentos internos, informações sobre o corte de energia, funcionamento do sistema de monitoramento e materiais obtidos por meio de quebra de sigilo bancário. Segundo os investigadores, nenhuma linha de investigação está descartada.

Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira

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