O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) voltou ao centro das atenções após divulgar um vídeo nas redes sociais nesta segunda-feira (1º/9). Nele, o parlamentar afirma que pode ser cassado ou até preso por ter chamado o senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO) de “vagabundo” em fevereiro de 2023, durante a eleição para a presidência do Senado.
O episódio, à época, ocorreu logo após a vitória de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que contou com o apoio de Vanderlan. Sentindo-se traído, Gayer gravou vídeos com ataques duros ao senador, acusando-o de “vender o apoio em troca de cargos”. Pouco depois, Vanderlan foi nomeado presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), o que reforçou as críticas do deputado.
O caso foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, e já foi transformado em ação penal. Gayer responde por crimes de calúnia, injúria e difamação, com penas que podem chegar a cinco anos de prisão, além da possível perda do mandato.
No vídeo mais recente, Gayer demonstrou preocupação com as consequências do processo:
“Estou deixando este vídeo gravado porque a qualquer momento pode sair uma decisão. Eu posso ser cassado, posso ser preso. Tudo isso porque chamei um senador de vagabundo”, disse.
Ele também revelou ter pedido desculpas pessoais a Vanderlan, mas ressaltou que a ação seguiu por motivos políticos. Segundo Gayer, o processo ganhou contornos eleitorais, já que pesquisas internas apontariam que ele aparece com 30% das intenções de voto para o Senado, contra apenas 4,7% de Vanderlan.
O deputado ainda ironizou a gravidade das acusações, que incluem “atentado ao Estado Democrático de Direito” e “tentativa de abolição do Estado Democrático por meios violentos”. Para ele, trata-se de uma “exagerada associação entre um senador e o próprio Estado Democrático”.
Enquanto o processo avança no STF, o clima político em Goiás segue em ebulição, com a disputa pelo Senado já sendo pautada por embates judiciais e narrativas de perseguição.
Redação
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