sábado , 7 março 2026

Delegado preso por desvio na educação ficará em cela especial

Justiça mantém prisão preventiva de Dannilo Ribeiro Proto, apontado como líder de esquema que desviou mais de R$ 2 milhões destinados às escolas municipais.

O delegado da Polícia Civil Dannilo Ribeiro Proto permanecerá preso em cela especial por determinação da Justiça, após audiência realizada nesta sexta-feira (22/8). Ele é acusado de chefiar um esquema de fraude em licitações que teria desviado mais de R$ 2,2 milhões de recursos destinados à educação em Rio Verde.

A decisão partiu da juíza Lívia Vaz da Silva, que levou em consideração as condições de saúde do delegado — diagnosticado com depressão e hipertensão, além de fazer uso contínuo de medicamentos. A magistrada determinou que ele receba acompanhamento médico dentro da unidade prisional.

Fraudes em contratos da educação

Segundo o Ministério Público de Goiás (MP-GO) e o Gaeco Sul, Dannilo Ribeiro e sua esposa, Karen de Souza Santos Proto, ex-coordenadora regional de Educação em Rio Verde, utilizaram o Instituto Delta Proto (IDP) para simular processos de contratação com a Prefeitura. O instituto teria sido favorecido em mais de 40 contratos, desde 2020, incluindo reformas de escolas, impressão de materiais didáticos e até a organização de concurso público para a Câmara Municipal.

A investigação aponta que o casal comandava um esquema que direcionava os contratos ao IDP sem licitação, desviando recursos que deveriam ser aplicados em melhorias na rede municipal de ensino.

Prisão mantida

Durante a audiência, a defesa tentou converter a prisão em medidas cautelares, alegando que o delegado não representaria risco à sociedade. No entanto, a Justiça manteve a prisão preventiva, destacando a gravidade das acusações e a influência política do investigado.

Além das prisões, a operação cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em Rio Verde e Goiânia, bloqueou contas bancárias e determinou a apreensão de bens do casal, com o objetivo de garantir o ressarcimento aos cofres públicos.

Polícia Civil acompanha o caso

Em nota, a Polícia Civil de Goiás informou que acompanha o caso por meio da Corregedoria e que colaborará com todas as etapas da investigação.

O processo segue em sigilo, e novas diligências poderão ser realizadas nos próximos dias.

Redação

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