O delegado Carlos Alfama e o coronel da Polícia Militar Edson Raiado foram oficialmente transferidos de suas funções nesta terça-feira (21), um dia após terem sido afastados temporariamente por determinação da Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO). A decisão veio após uma troca pública de ofensas e acusações entre os dois nas redes sociais, episódio que ganhou grande repercussão em todo o estado.
Carlos Alfama deixa a Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH), onde atuava há quatro anos, e agora passa a integrar a Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc). Já Edson Raiado foi transferido do Comando de Policiamento Rodoviário para a Oitava Sessão do Estado-Maior Estratégico da Polícia Militar (PM8), setor responsável por assuntos administrativos e financeiros da corporação.
O conflito entre os dois começou na última sexta-feira (17), quando o coronel publicou um vídeo nas redes sociais criticando a atuação do delegado em investigações que envolviam policiais militares. No vídeo, Edson Raiado chegou a chamar Alfama de “puritano hipócrita” e o acusou de agir com “vaidade travestida de justiça”.
Em resposta, o delegado também usou as redes sociais para rebater as declarações. Ele afirmou que o coronel “ultrapassou os limites” ao divulgar informações sigilosas de investigações e o acusou de ser um “personagem” movido por interesses políticos.
Após a repercussão do caso, a SSP-GO, em conjunto com a Polícia Militar e a Polícia Civil, divulgou uma nota anunciando o afastamento imediato dos dois e informando que ambos ficariam à disposição das corregedorias para apuração das condutas. Segundo o comunicado, a medida visava preservar a integração entre as forças de segurança e manter a efetividade no combate à criminalidade em Goiás.
Com a nova decisão, o afastamento temporário foi substituído por transferências internas, classificadas pela SSP-GO como de caráter administrativo e disciplinar. A secretaria reforçou que as mudanças têm como objetivo garantir o bom relacionamento entre as instituições policiais. O caso segue sendo analisado pelas corregedorias da PM e da Polícia Civil.
Fonte: MaisGoiás
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