A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro tem até às 20h34 desta sexta-feira (22) para apresentar explicações ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a descoberta de um documento que sugeriria um possível plano de fuga para a Argentina.
O material, encontrado no celular do ex-presidente, é um rascunho de 33 páginas destinado ao presidente argentino Javier Milei, sem data ou assinatura. O texto indicaria um pedido de asilo político em caso de agravamento da situação judicial de Bolsonaro no Brasil.
Além do rascunho, a Polícia Federal identificou mensagens que apontam para o descumprimento de medidas cautelares impostas pelo STF, além de indícios de articulações para deixar o país.
Indiciamento e riscos apontados
Bolsonaro e seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), foram indiciados pela PF pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.
No despacho, Moraes destacou o risco de fuga e reforçou a necessidade de esclarecimentos imediatos. O prazo curto foi comunicado à defesa por meio de um oficial de Justiça, que notificou os advogados pelo WhatsApp.
Histórico de pressões
Não é a primeira vez que Bolsonaro enfrenta prazos apertados. Em julho, ele já havia sido obrigado a prestar esclarecimentos sobre uma entrevista coletiva considerada descumprimento das restrições judiciais — entre elas, a proibição de sair de casa sem autorização ou utilizar determinados meios de comunicação.
Próximos passos
Após o envio das explicações, o caso será encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que decidirá se apresenta ou não uma denúncia formal contra o ex-presidente no STF.
O episódio reacende o debate sobre a situação política e jurídica de Bolsonaro e coloca novamente em evidência as tensões entre a defesa do ex-presidente e o Judiciário.
Redação
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