O Integração News apurou que a defesa de Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, acusado de agredir e matar um adolescente goiano de 16 anos após uma discussão motivada por um chiclete, informou nesta quarta-feira (25) que deixou oficialmente o caso. A decisão foi comunicada por meio de nota pública do escritório que representava o ex-piloto.
No comunicado, os advogados afirmaram que atuaram com empenho na defesa dos direitos do cliente e reiteraram compromisso com o devido processo legal e com as garantias constitucionais.
Na terça-feira (24), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou um novo pedido da defesa para análise urgente de habeas corpus. O relator do caso, Messod Azulay Neto, decidiu que a solicitação só será avaliada após exame mais aprofundado do processo.
Os advogados sustentaram que o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) teria mantido a prisão influenciado por repercussão midiática e clamor público. Também alegaram exposição indevida do investigado em coletiva de imprensa e desproporcionalidade da prisão preventiva.
O ministro afirmou que é necessário examinar detalhadamente os elementos do processo antes de qualquer decisão e determinou que o TJDFT envie informações atualizadas e completas sobre o caso com urgência.
A prisão de Pedro Turra já havia sido mantida pelo próprio relator em 13 de fevereiro. O acusado está detido desde 30 de janeiro e foi transferido para o pavilhão de segurança máxima do Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, por questões de segurança.
Ele responde como réu por homicídio doloso após a morte do adolescente Rodrigo Castanheira.
Rodrigo morreu em 7 de fevereiro, após permanecer 16 dias internado em estado gravíssimo. A agressão aconteceu na madrugada de 23 de janeiro, após uma festa em Vicente Pires.
Segundo as investigações, o conflito começou por um desentendimento considerado banal: um comentário sobre um chiclete teria irritado o acusado. Após a discussão, Turra desceu do carro e iniciou as agressões.
Durante a briga, o adolescente bateu a cabeça na porta de um veículo, sofreu traumatismo craniano grave e teve uma parada cardiorrespiratória de cerca de 12 minutos. Ele passou por cirurgia de emergência após rompimento de uma artéria e permaneceu em coma induzido até morrer.
De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal, o jovem teria continuado a ser agredido mesmo desacordado, o que agravou o quadro clínico.
Pedro Turra foi preso um dia após as agressões, chegou a ser liberado mediante fiança de R$ 24,3 mil, mas voltou à prisão diante de suspeitas de tentativa de interferência nas investigações.
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios denunciou o acusado por homicídio doloso. Ele permanece detido aguardando o andamento do processo judicial.
O caso segue sob análise da Justiça.
Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira
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