sábado , 7 março 2026

De Caçu para o sucesso: jovem goiana transforma R$ 200 em um império da maquiagem

Aos 21 anos, Larissa Guimarães tomou uma das decisões mais importantes da sua vida: trancar o curso de Arquitetura, que já não lhe trazia satisfação, e apostar em um sonho próprio. Com apenas R$ 200 em produtos de maquiagem, começou a revender para amigas e familiares na cidade de Caçu, no Sudoeste goiano.

O que parecia uma tentativa modesta de empreender rapidamente se transformou em um negócio promissor. Em apenas uma semana, Larissa girou todo o estoque inicial. Quatro meses depois, já vendia em sete cidades da região. Em poucos anos, trocou os cômodos de casa por uma sala comercial e, logo depois, por um espaço ainda maior.

Hoje, aos 28 anos, Larissa é dona de três lojas físicas em Goiânia e de um e-commerce consolidado, que representa 80% do faturamento da empresa. Para 2026, a previsão é otimista: crescimento de 30% nas vendas e expansão da rede.

A trajetória inspiradora será contada por ela durante a Feira do Empreendedor do Sebrae, que acontece entre os dias 29 de outubro e 1º de novembro, no Centro de Convenções da Capital. O evento reúne empresários de diversos setores em ascensão, como maquiagem, academias, pet shops e cafés especiais.

Com sete anos de experiência à frente do próprio negócio, Larissa tem uma visão clara do mercado da beleza.

“Inexplorado ele não está, mas também não está saturado. Existem muitas lojas que vendem maquiagem, mas poucas oferecem atendimento de qualidade. Muita gente vende o produto errado por não conhecer bem o que está oferecendo, e isso afasta o cliente”, explica.

Para quem quer começar no setor, ela é direta: conhecimento é o segredo.

“Não basta vender, tem que ser assertivo. No início, eu não podia abrir uma unidade de cada produto para testar, então estudava muito, via vídeos no YouTube e ouvia quem já tinha experiência. Eu dei meus pulos”, brinca.

O período da pandemia trouxe desafios inesperados. Até então, Larissa dividia o tempo entre eventos de divulgação e visitas a empresas, rotina que havia impulsionado as vendas em 30%. Com o isolamento social, os eventos foram suspensos — e o faturamento ameaçado.

Mas o que parecia um obstáculo virou oportunidade.

“Muita gente perdeu o emprego e começou a procurar alternativas de renda. As pessoas me perguntavam onde eu comprava minhas maquiagens para também revender, e foi aí que investi no atacado”, relembra.

Nasceu então a VDM, empresa voltada ao atacado de cosméticos, que se manteve como foco principal até 2022. Com o retorno da circulação de pessoas, Larissa abriu sua primeira loja de varejo, a “Maquiada”, hoje com três unidades — no Jardim América, Jardim Bela Vista e Jardim Vitória.

Atualmente, o grupo emprega 14 pessoas, e Larissa divide a gestão com sua mãe, sócia e maior parceira.

O público da empresária é majoritariamente formado por consumidores de poder aquisitivo médio a baixo, mas cada vez mais exigentes.

“As pessoas estão mais seletivas. Mesmo quem tem menos renda se planeja para comprar produtos de qualidade”, observa.

Larissa também destaca outra tendência forte: a sustentabilidade.

“As marcas que ainda fazem testes em animais estão perdendo espaço. O público quer empresas com propósito”, afirma.

Entre as principais marcas vendidas por ela está a Vizzela, criada pela goiana Thays Jubé, conhecida por seus produtos hipoalergênicos e cruelty free.

E os planos não param por aí. Larissa já pensa em lançar uma linha própria de cuidados corporais, mas sem pressa.

“Isso fica para o médio prazo. Nosso foco agora é continuar expandindo as lojas físicas”, conclui.

Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira

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