Oposição ganha força na Câmara de Goiânia após destituição do líder do governo e troca de acusações públicas entre vereador e prefeito.
Crise política se intensifica
A política em Goiânia entrou em ebulição com a criação da Comissão Especial de Inquérito (CEI) destinada a investigar o contrato da Prefeitura com o consórcio LimpaGyn. O estopim foi a atuação do então líder do governo na Câmara, vereador Igor Franco (MDB), que apoiou a instalação da comissão. O gesto provocou reação imediata do prefeito Sandro Mabel (União Brasil), que na última semana destituiu o aliado da liderança e exonerou seu irmão, Diogo Franco, do comando da Secretaria de Desenvolvimento, Indústria, Comércio, Agricultura e Serviços (Sedicas).
A crise política ficou ainda mais evidente após a votação pela revogação da Taxa do Lixo, que obteve apoio da maioria dos vereadores. O resultado expôs fragilidade na articulação da base governista e abriu espaço para que a oposição ganhasse protagonismo.
Troca de acusações públicas
Após a destituição, Igor Franco elevou o tom e acusou a gestão municipal de irregularidades na coleta de lixo, como a suposta prática de adicionar terra aos caminhões para aumentar o peso e inflar os valores pagos pela população.
O prefeito Sandro Mabel rebateu as críticas, afirmando que não defende a empresa LimpaGyn e que sua responsabilidade é com os moradores da capital. “As práticas antigas não acontecerão mais em Goiânia”, declarou.
Enquanto isso, o bloco oposicionista Brilha Goiânia indicou a vereadora Aava Santiago (PSDB) como titular da CEI, movimento que promete intensificar a pressão sobre o Executivo e ampliar o desgaste do governo.
Impactos e próximos passos
Em menos de nove meses de mandato, Mabel enfrenta seu momento mais delicado, com a base fragmentada e sob a ameaça de uma investigação que pode comprometer ainda mais sua governabilidade.
A CEI da LimpaGyn deve iniciar os trabalhos nos próximos dias, e a expectativa é de novos embates entre Executivo e Legislativo. O cenário indica uma escalada da crise, que pode definir os rumos da atual gestão na Prefeitura de Goiânia.
Redação
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