A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS aprovou nesta quinta-feira (25) a quebra dos sigilos bancário e fiscal do advogado Nelson Wilians, além de pedir a prisão preventiva do jurista. A decisão ainda depende de avaliação do Judiciário para ser executada.
O colegiado também solicitou ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) um relatório detalhado das movimentações financeiras de Wilians. Segundo as investigações, cerca de R$ 4,6 bilhões teriam circulado entre o escritório de advocacia e uma empresa de investimentos vinculada a ele, no período de julho de 2019 a julho de 2024.
Endereços ligados ao advogado já haviam sido alvo da Polícia Federal durante a “Operação Sem Desconto”, que apura a prática de descontos ilegais em aposentadorias e benefícios do INSS. Na ocasião, foram apreendidas esculturas, obras de arte e até um quadro do pintor modernista Di Cavalcanti.
Ao prestar depoimento à CPI, Nelson Wilians negou qualquer envolvimento em fraudes.
“Não tenho qualquer participação na chamada fraude do INSS. Nenhuma”, afirmou.
Ele também destacou a dimensão de sua banca de advocacia:
“Nosso escritório tem mais de mil advogados, cerca de três mil colaboradores, filiais em todas as capitais e aproximadamente 20 mil clientes.”
Esta não é a primeira vez que a CPI pede prisões preventivas. No dia 10 de setembro, o colegiado já havia autorizado 21 detenções no âmbito das investigações.
Agora, caberá ao Judiciário decidir sobre o cumprimento ou não da prisão do advogado, considerado um dos nomes mais influentes do cenário jurídico empresarial do país.
Redação
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