sábado , 7 março 2026

Conselho veta proposta da Prefeitura de reduzir valores pagos a médicos

O Conselho Municipal de Saúde de Goiânia rejeitou, nesta quarta-feira (24), a proposta da Prefeitura que previa a redução dos valores pagos aos médicos plantonistas da rede pública. A medida, que poderia chegar a cortes de até 22,6%, foi defendida pela gestão sob o argumento de reorganizar as finanças e ampliar o número de profissionais credenciados.

Durante a votação, apenas quatro conselheiros se manifestaram favoráveis à proposta. A maioria foi contra, garantindo a manutenção da atual tabela de pagamentos. A decisão representa uma derrota política para a administração do prefeito Sandro Mabel, que agora terá de buscar alternativas para equilibrar o orçamento da saúde sem prejudicar os médicos.

O secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizer, argumentou que a iniciativa buscava “adequar os valores à realidade financeira” e assegurar que os repasses fossem feitos em dia. No entanto, a justificativa não convenceu entidades da categoria, que reagiram com duras críticas.

Representantes do Conselho Regional de Medicina de Goiás (CREMEGO) e do Sindicato dos Médicos de Goiás classificaram a proposta como uma forma de “redução salarial” e alertaram para os riscos de evasão de profissionais da rede pública. Segundo eles, a medida poderia comprometer a qualidade do atendimento prestado à população.

A vereadora Kátia Maria (PT), que acompanhou a reunião, também criticou a gestão municipal. Para ela, valorizar os médicos vai muito além da questão financeira. “É preciso garantir estrutura, condições de trabalho e respeito aos profissionais que sustentam a saúde pública da nossa capital”, destacou.

Com a decisão do Conselho, os pagamentos dos plantões permanecem inalterados. A Prefeitura, por sua vez, terá de apresentar novas propostas para reorganizar a rede sem afetar diretamente a remuneração dos médicos.

Redação

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