sábado , 7 março 2026

Colesterol: nova diretriz reduz níveis ideais e inclui exames inéditos

A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) divulgou novas diretrizes para o controle do colesterol e prevenção de doenças cardiovasculares. O documento, atualizado em 2025, trouxe mudanças importantes que afetam diretamente a forma como médicos e pacientes devem lidar com a saúde do coração.

O colesterol LDL, conhecido como “colesterol ruim”, teve os valores de referência reduzidos. Para pessoas de baixo risco cardiovascular, o limite ideal caiu de 130 mg/dL para 115 mg/dL.

Nos casos de risco intermediário, a meta é manter o LDL abaixo de 100 mg/dL. Já para pacientes de alto risco, o limite passa a ser de 70 mg/dL. Nos grupos de muito alto risco, a recomendação é que o LDL não ultrapasse 50 mg/dL. A novidade é a criação de uma categoria de risco extremo, na qual o colesterol deve ser mantido abaixo de 40 mg/dL.

Além do LDL, a diretriz também define metas para o colesterol não-HDL (que representa todas as partículas de colesterol consideradas prejudiciais). O valor ideal vai de 145 mg/dL em pessoas de baixo risco até 70 mg/dL nos casos de risco extremo.

Outra novidade é a recomendação de medir a lipoproteína (a), conhecida como Lp(a), pelo menos uma vez na vida. Trata-se de um marcador genético pouco avaliado, mas que pode aumentar significativamente o risco de infarto e AVC. O limite considerado seguro é abaixo de 30 mg/dL.

As diretrizes reforçam o uso de estatinas como tratamento inicial, mas também ampliam a indicação de medicamentos como a ezetimiba, os inibidores da PCSK9 e o ácido bempedoico, especialmente para pacientes que não conseguem atingir os níveis ideais apenas com as terapias tradicionais.

Segundo especialistas, a atualização das diretrizes reflete um esforço global para reduzir os índices de doenças cardiovasculares, ainda a principal causa de morte no Brasil. Para a população, a principal orientação é manter hábitos de vida saudáveis — alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e acompanhamento médico periódico.

“O colesterol não deve ser visto apenas como um número no exame, mas como um fator decisivo para a qualidade e expectativa de vida”, destacou a SBC.

Redação

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