sábado , 7 março 2026

CEI da LimpaGyn intensifica investigações e amplia reuniões

A Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga o contrato da empresa LimpaGyn com a Prefeitura de Goiânia vai intensificar os trabalhos nas próximas semanas. O presidente da comissão, vereador Welton Lemos, anunciou que serão realizadas reuniões extraordinárias para dar conta da alta demanda de depoimentos e diligências.

Segundo o parlamentar, a CEI — instalada há quase um mês — vinha realizando apenas uma reunião semanal. Agora, com o novo cronograma, as sessões devem ocorrer duas vezes por semana, permitindo maior agilidade na coleta de informações e depoimentos.

“Nosso objetivo é dar celeridade, manter a transparência e entregar um relatório sólido e consistente dentro do prazo regimental de 120 dias”, afirmou Welton Lemos.

Até o momento, a comissão já ouviu representantes de cooperativas contratadas, o gestor do contrato indicado pela prefeitura e quatro fiscais responsáveis pelo acompanhamento dos serviços da LimpaGyn.
O primeiro depoimento, prestado pelo diretor-executivo da empresa, Renan, foi considerado importante para elucidar detalhes sobre os procedimentos internos da companhia e sua relação com o poder público.

Os vereadores também pretendem convocar novos nomes ligados à execução do contrato, com o objetivo de esclarecer possíveis irregularidades e identificar falhas na fiscalização dos serviços.

De acordo com Welton, as reuniões extraordinárias deverão ocorrer preferencialmente às segundas e sextas-feiras, garantindo tempo hábil para análise dos documentos e deliberação dos próximos passos.

“Queremos ouvir todos os envolvidos, de forma técnica e imparcial. Essa é uma CEI que busca a verdade dos fatos, sem perseguições políticas, mas com compromisso com a transparência pública”, reforçou o presidente.

A CEI da LimpaGyn tem prazo de 120 dias para concluir os trabalhos, podendo ser prorrogada mediante aprovação do plenário. O relatório final deverá ser encaminhado à Câmara Municipal de Goiânia e, posteriormente, ao Ministério Público, caso sejam identificadas irregularidades administrativas ou financeiras.

Redação

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