O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), reagiu nesta quinta-feira (12/9) à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em nota pública, Caiado disse lamentar a decisão da Primeira Turma da Corte, que sentenciou o ex-mandatário a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes.
Caiado criticou a forma como o julgamento foi conduzido, alegando que Bolsonaro teve “limitações ao direito de defesa e de liberdade de locomoção”. Para o governador, decisões de grande impacto deveriam ser apreciadas pelo plenário completo do STF, e não por uma de suas turmas.
O goiano também voltou a defender a anistia aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, quando prédios dos Três Poderes foram invadidos e depredados em Brasília. Caiado foi além: declarou que, se eleito presidente da República, “assinarei a anistia assim que tomar posse”.
Segundo ele, o gesto seria necessário para “pacificar o país, superar a polarização política e construir um governo de conciliação nacional, voltado para o futuro”.
A fala de Caiado ecoa dentro do cenário político nacional num momento de forte tensão. Enquanto aliados de Bolsonaro denunciam perseguição e pedem clemência, setores da sociedade civil e da política reagem com preocupação à ideia de anistia, apontando risco de impunidade para crimes contra a democracia.
O debate promete se intensificar. Afinal, conceder anistia aos réus do 8 de janeiro pode significar abrir mão da responsabilização de centenas de pessoas já condenadas ou processadas por atos de violência contra as instituições.
O Goiás da Gente seguirá acompanhando de perto os desdobramentos desse embate entre Judiciário e classe política, e como a promessa de Caiado pode impactar o tabuleiro eleitoral e o debate sobre democracia no Brasil.
Redação
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