O governador Ronaldo Caiado recebeu, nesta segunda-feira (16), o novo embaixador da Índia no Brasil, Dinesh Bhatia, em Goiânia. O encontro reforçou a intenção do Estado em firmar parcerias internacionais para exploração e processamento de terras raras, minerais considerados estratégicos para a economia global.
Atualmente, Goiás já possui uma mina em operação de terras raras pesadas, mas exporta a maior parte do material in natura. O plano de Caiado é avançar para o refino e beneficiamento local, agregando valor à cadeia produtiva e reduzindo a dependência da China, que domina o mercado mundial.
“Goiás não pode continuar apenas como exportador de matéria-prima. Precisamos desenvolver tecnologia, gerar empregos e transformar nossas riquezas em desenvolvimento aqui dentro do Estado”, declarou o governador.
O embaixador indiano afirmou que o país tem grande interesse em estreitar a cooperação com Goiás, especialmente em minerais críticos como aço, cobre e terras raras, além de setores como energia renovável, biotecnologia agrícola, insumos farmacêuticos e inteligência artificial.
As terras raras são fundamentais para a fabricação de baterias, turbinas eólicas, veículos elétricos e equipamentos eletrônicos. O tema tem ganhado destaque na disputa global por cadeias de suprimento mais seguras e menos dependentes da China.
Com grandes reservas no subsolo, Goiás se posiciona como peça importante neste tabuleiro estratégico. Japão e Estados Unidos também já demonstraram interesse em parcerias com o Estado.
Apesar do otimismo do governo, especialistas alertam para desafios que não podem ser ignorados:
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Impactos ambientais da mineração em larga escala.
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Infraestrutura necessária para instalação de plantas de processamento.
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Formação de mão de obra especializada para um setor de alta complexidade tecnológica.
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Transparência nos contratos e garantias de que a riqueza mineral traga benefícios reais para os goianos.
Enquanto Goiás se apresenta ao mundo como novo polo das terras raras, a população aguarda para saber se essa promessa se traduzirá em empregos, tecnologia e desenvolvimento sustentável, ou se será apenas mais um ciclo de exploração onde o maior lucro fica fora do Estado.
Redação
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