sábado , 7 março 2026

Brasileira é morta a facadas pelo companheiro na Itália; suspeito confessou o crime

A brasileira Jessica Stapazzolo Custodio de Lima, de 33 anos, foi encontrada morta na manhã desta terça-feira (28) em Castelnuovo del Garda, cidade localizada no norte da Itália, onde vivia há cerca de um ano e meio. O principal suspeito é o companheiro dela, Douglas Reis Pedroso, de 41 anos, também brasileiro, que foi preso e teria confessado o feminicídio, segundo a imprensa italiana.

De acordo com as autoridades locais, foi o próprio Pedroso quem acionou a polícia na noite de segunda-feira (27) e indicou o local onde o corpo estava — a casa em que ambos moravam. Jessica foi morta com um “número enorme de facadas”, segundo o jornal Corriere della Sera. A faca usada no crime teria sido encontrada dentro do carro do suspeito.

Ainda conforme a publicação italiana, Pedroso já tinha um histórico de agressões contra Jessica. Desde o ano passado, ela havia feito denúncias de violência doméstica. Em abril deste ano, a Justiça italiana determinou que ele usasse tornozeleira eletrônica e mantivesse uma distância mínima de 500 metros da vítima. No momento da prisão, no entanto, ele não utilizava o equipamento.

O brasileiro também havia sido denunciado por agredir a irmã de Jessica e por resistir à ação policial, além de já ter sido condenado por se recusar a realizar o teste de embriaguez ao volante.

O caso tem ganhado grande repercussão na Itália, que vive uma onda de crimes contra mulheres. Somente em 2024, 62 feminicídios foram registrados no país — 44 cometidos por parceiros ou ex-parceiros, segundo dados do Ministério do Interior italiano.

O governador da região do Vêneto, Luca Zaia, lamentou o assassinato e classificou o caso como um “fato terrível, agravado por elementos perturbadores”, em referência ao histórico de violência e ao descumprimento da medida judicial.

O crime reacendeu o debate público na Itália sobre a eficácia de medidas protetivas, como o uso de tornozeleiras eletrônicas, na prevenção de feminicídios.

Redação: Goiás da Gente
Jornalista: João Pedro Lira

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