O julgamento da chamada “trama golpista”, que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais sete aliados, começou nesta terça-feira (2), no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. No entanto, Bolsonaro não compareceu à sessão de abertura. Segundo sua defesa, o motivo é o estado de saúde debilitado, com crises de soluço que chegam a provocar vômitos.
Preso em regime domiciliar desde 4 de agosto, Bolsonaro só deixou sua residência uma vez, no dia 16, para realizar exames médicos. Os advogados informaram que ele faz tratamento para hipertensão arterial e refluxo, além de medidas preventivas contra broncoaspiração.
Apoio político e preocupação com o estado emocional
Nos bastidores, aliados próximos afirmam que o ex-presidente não está bem física nem psicologicamente. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) esteve com ele por cerca de duas horas na véspera do julgamento e relatou que Bolsonaro se mostrou sereno, mas com muitos episódios de soluço. Segundo a parlamentar, não houve conversas sobre sua possível ida ao STF, mas ela acredita que a ausência era esperada.
A defesa também destacou que, embora Bolsonaro quisesse acompanhar a sessão presencialmente, os médicos recomendaram que ele acompanhe pela televisão.
O que está em jogo no julgamento
O STF deve analisar, ao longo de pelo menos oito sessões, a responsabilidade de Bolsonaro e de seus aliados em uma articulação que, segundo a Procuradoria-Geral da República, tinha como objetivo tentar reverter o resultado das eleições de 2022. Estão marcadas sessões para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro.
O desfecho desse julgamento será decisivo para o futuro político do ex-presidente e poderá influenciar diretamente o cenário eleitoral e jurídico nos próximos meses.
Redação
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