O bispo de Formosa, Dom Adair José Guimarães, voltou a ganhar repercussão nacional após declarações polêmicas feitas em missas. Durante o evento religioso Desperta Brasil, realizado no último fim de semana em Brasília, o líder católico pediu em oração que “Nossa Senhora livre o Brasil do comunismo”, colocando o sistema político ao lado de problemas como fome, doença e guerra.
A fala reaqueceu outra declaração feita por Dom Adair em outubro de 2024, quando afirmou que o país já vive sob uma “ditadura”. Segundo ele, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro estariam sendo perseguidos, presos, exilados ou com suas redes sociais bloqueadas.
Na ocasião, Dom Adair citou o caso de uma mulher condenada a 17 anos de prisão por pichar com batom a estátua da Justiça em frente ao STF, sem direito à prisão domiciliar, mesmo sendo mãe de duas crianças. O bispo comparou a situação com a de Adriana Ancelmo, ex-esposa do ex-governador Sérgio Cabral, que cumpre parte da pena em casa, alegando haver tratamento diferenciado.
“Temos presos e exilados políticos no Brasil. Isso não condiz com a prática democrática”, declarou o bispo, reforçando sua crítica à atuação do Judiciário.
As falas do bispo dividiram opiniões e circularam amplamente nas redes sociais. Procurada, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) afirmou que não iria se pronunciar oficialmente e orientou que eventuais questionamentos fossem direcionados ao próprio Dom Adair.
Enquanto apoiadores consideram suas palavras um alerta, críticos enxergam nelas uma aproximação entre religião e política, tema que gera debates constantes no país.
Redação
integracaonews.com.br Portal de Notícias