sábado , 7 março 2026

Bebidas de alto valor são descartadas em aterro e polícia investiga

A Polícia Civil de Goiás está investigando o descarte irregular de dezenas de caixas de bebidas alcoólicas de marcas importadas em um aterro sanitário localizado no município de Goianápolis, região central do estado. O caso veio à tona após equipes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e da Vigilância Sanitária encontrarem as embalagens na área do aterro durante uma vistoria de rotina.

De acordo com a polícia, foram encontradas mais de 40 caixas, contendo garrafas cheias e lacradas, além de outras parcialmente consumidas. Entre os rótulos identificados estão bebidas de alto valor no mercado, como Cîroc e whiskies importados, cujo preço pode variar entre R$ 600 e R$ 700 por unidade.

A principal suspeita é que as bebidas tenham sido descartadas para ocultar provas de possíveis irregularidades — como falsificação, adulteração ou comércio ilegal. A investigação trabalha com a hipótese de que o material possa ter sido jogado fora por alguém ligado ao comércio de bebidas, possivelmente para evitar uma fiscalização ou flagrante.

O material apreendido foi encaminhado à perícia criminal, que fará análises laboratoriais para identificar adulteração, presença de metanol ou outras substâncias tóxicas. Amostras das garrafas também serão submetidas a testes de autenticidade para verificar se os produtos são originais.

Segundo o delegado responsável pelo caso, a equipe está colhendo depoimentos de testemunhas, analisando imagens de câmeras de segurança instaladas próximas ao aterro e realizando coleta de impressões digitais nas caixas e garrafas.

“Trata-se de uma ocorrência grave, que pode envolver crimes contra a saúde pública e o meio ambiente. Estamos apurando a origem e o motivo do descarte dessas bebidas”, afirmou o delegado.

O descarte irregular de produtos alcoólicos também representa risco ambiental, já que substâncias químicas presentes nas bebidas podem contaminar o solo e o lençol freático. Por isso, a Secretaria de Meio Ambiente reforçou a necessidade de que empresas e estabelecimentos sigam os protocolos de descarte conforme determina a legislação.

As investigações seguem em andamento para identificar os responsáveis e determinar se houve crime de falsificação, adulteração de produto destinado a consumo ou crime ambiental.

Redação

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