sábado , 7 março 2026

Bebê deixa UTI do Hugol após viver mais de um ano em cercadinho

Um caso comovente marcou Goiânia nesta sexta-feira (5). Um menino de apenas 1 ano e 8 meses, conhecido como Pedrinho (nome fictício), deixou a UTI cardiopediátrica do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol) após passar mais de um ano confinado em um cercadinho dentro da unidade hospitalar.

Pedrinho foi internado ainda recém-nascido, em razão de problemas de saúde, e acabou perdendo completamente os vínculos com os pais biológicos. Desde abril deste ano, ele não recebia qualquer visita da família. Sem solução judicial definida para o caso, a criança permaneceu no ambiente hospitalar por tempo indeterminado.

Durante esse período, cresceu sem contato com o mundo exterior e privado de estímulos fundamentais ao desenvolvimento infantil. Relatos apontam que a falta de luz natural chegou a afetar o ciclo de sono da criança, que passou a “trocar o dia pela noite”.

Na última quarta-feira (3), o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) determinou o acolhimento provisório em um abrigo. A decisão contou com acompanhamento do Conselho Tutelar e coloca fim à permanência prolongada no hospital, abrindo caminho para que a criança tenha acesso a um ambiente mais adequado.

Na manhã de sexta-feira, a equipe do Hugol organizou uma despedida emocionante. Profissionais prepararam um cartaz com a mensagem “Que Deus te acompanhe. Nós te amamos!”, além de balões coloridos e até um mini bolo. O momento foi marcado por lágrimas e emoção, já que muitos funcionários acompanharam de perto a luta diária do pequeno guerreiro.

Agora, Pedrinho seguirá para um abrigo, onde terá contato com outras crianças e poderá viver experiências fundamentais para o seu desenvolvimento. A expectativa é que o acolhimento seja o primeiro passo para uma futura adoção ou reintegração familiar, a depender das decisões da Justiça.

O caso expõe não apenas a resiliência da criança, mas também os desafios enfrentados pelo sistema de proteção à infância, que precisa lidar com situações complexas de abandono e morosidade judicial.

Redação

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