sábado , 7 março 2026

Após vandalismo, Aava Santiago reforça diálogo sobre o Centro de Goiânia

O tradicional Cine Ritz, localizado na Rua 8, no coração de Goiânia, foi alvo de vandalismo no último fim de semana. A fachada do cinema sofreu pichações, teve vidros quebrados e foi depredada, gerando forte repercussão entre moradores, frequentadores e representantes do setor cultural. O episódio trouxe à tona discussões sobre a revitalização do Centro e os impactos do projeto Ocupa o Centro, que fecha a via aos finais de semana para atividades de lazer e convivência.

A direção do Cine Ritz lamentou o ocorrido, destacando que o barulho, a falta de segurança e o bloqueio da rua têm prejudicado o funcionamento do espaço, afastando parte do público, especialmente famílias com crianças. O cinema, fundado em 1991, é considerado o último de rua em atividade na capital e um patrimônio cultural de grande importância para Goiânia.

Diante da polêmica, a vereadora Aava Santiago (PSDB), autora da lei que instituiu o projeto Ocupa o Centro, se reuniu nesta segunda-feira (1º) com representantes do cinema. Ela reconheceu a gravidade do ato de vandalismo, mas reforçou que os problemas de depredação e pichações não começaram com o projeto e já atingem diferentes pontos da cidade.

“Não podemos criminalizar o Ocupa o Centro. Pelo contrário, trazer mais gente para a região significa mais segurança, mais investimentos e a valorização de espaços como o Cine Ritz”, afirmou a parlamentar.

Durante o encontro, Aava Santiago anunciou que irá ampliar o diálogo sobre a ocupação da Rua 8, envolvendo não apenas bares e comerciantes, mas também instituições como o SESC, que recentemente ajudou na reforma do Cine Ritz.

Entre as medidas em análise estão:

  • Acesso às imagens de segurança do entorno para auxiliar nas investigações;

  • A criação de uma Patrulha do Centro, com rondas específicas da Guarda Civil Metropolitana (GCM);

  • Mais banheiros químicos e reforço na presença da GCM durante os eventos.

A parlamentar ressaltou que a lei do projeto não regulamenta uso de som, apenas restringe o tráfego de veículos para abrir espaço ao lazer e à cultura.

O caso abriu espaço para um debate maior sobre como revitalizar o Centro de Goiânia sem comprometer espaços culturais já consolidados. Enquanto bares e comerciantes defendem a ocupação da Rua 8 como motor econômico e turístico, o Cine Ritz pede mais diálogo para que o lazer ao ar livre não prejudique o cinema.

Para Aava Santiago, o vandalismo não pode ser usado como justificativa para interromper o projeto:
“Precisamos encontrar soluções coletivas. A cidade ganha quando o Centro é ocupado de forma saudável e segura. O Cine Ritz é parte fundamental desse processo”, destacou.

O Cine Ritz, inaugurado há mais de 30 anos, é hoje o último cinema de rua em funcionamento em Goiânia. Além de sessões regulares, abriga festivais, mostras de cinema independente e eventos culturais, sendo referência para gerações de goianienses.

A depredação do espaço acendeu um alerta sobre a necessidade de maior proteção ao patrimônio cultural da capital.

Redação

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