Um homem que planejou e mandou matar a própria esposa para manter um relacionamento extraconjugal foi preso na manhã de sexta-feira (28), na Fazenda Chão Nativo, na zona rural de Barro Alto, Goiás. Ele havia sido condenado a 18 anos e 8 meses de reclusão por homicídio qualificado pelo crime cometido em 16 de março de 1996, em Açailândia, no Maranhão — na época, ainda não existia a lei do feminicídio.
Segundo a Polícia Civil, o condenado pagou R$ 6 mil a um intermediário para que um pistoleiro executasse a vítima. O crime foi planejado minuciosamente: ele fingiu levar a esposa para um passeio, momento em que ela foi abordada por três homens contratados para matá-la. A investigação revelou que ele articulou toda a ação com um comparsa e o intermediário responsável por coordenar a execução.
Mesmo após diversas tentativas frustradas de matar a esposa, o próprio homem facilitou a ação, entregando a vítima aos assassinos. Dias depois, o corpo da mulher foi encontrado em uma área de matagal, com marcas de tiros.
Durante o processo, ele chegou a confessar que armou a emboscada e colaborou com a execução. O Tribunal do Júri da 1ª Vara Criminal de Açailândia o condenou a 18 anos e 8 meses de reclusão. Apesar da sentença definitiva, ele permaneceu foragido por 27 anos, até ser localizado em Goiás.
A prisão só foi possível graças ao compartilhamento de informações entre unidades policiais e ao uso de técnicas de investigação cibernética e inteligência integrada, envolvendo o Cartório de Investigação Cibernética de Goianésia, o CAOP/3ª DRP de Anápolis e a Polícia Civil do Maranhão.
Após a detenção, ele foi encaminhado para o cumprimento imediato da pena em regime fechado, permanecendo à disposição da Justiça.
Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira
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