sábado , 7 março 2026

Advogado desaparece em Goiânia; suspeito de ameaças está foragido

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) investiga o desaparecimento do advogado Pedro Henrique Lopes da Silva, de 38 anos, visto pela última vez na manhã de sábado (15) em Goiânia. Segundo o registro de atendimento integrado (RAI), Pedro saiu de casa, no setor Cidade Jardim, para almoçar com um conhecido que, segundo relatos, já havia feito ameaças de morte contra ele.

A perícia encontrou vestígios de sangue e objetos pessoais de Pedro na residência do suspeito, localizada na Vila Brasília, em Aparecida de Goiânia. Por conta das evidências, a Delegacia de Investigações de Homicídios (DIH) assumiu o caso.

De acordo com o RAI, uma amiga de Pedro recebeu, na noite de sábado, uma foto do advogado acompanhada de uma mensagem de alerta: “Se eu ficar sem contato, chame a polícia.” O suspeito está foragido e acredita-se que tenha fugido para a casa de parentes na região de Santa Terezinha de Goiás, no interior do estado.

A prima de Pedro, Thayz Alves, relatou ao Mais Goiás que o suspeito deixou a residência às pressas, durante a madrugada. “As imagens das câmeras dos vizinhos foram repassadas à polícia. Quando entraram na casa, na segunda-feira, havia fezes frescas do cachorro dele e muito sangue espalhado pelo local”, disse.

Segundo Thayz, as câmeras de segurança e dados bancários mostraram movimentações suspeitas após o desaparecimento do advogado. O carro de Pedro, um Hyundai Creta azul (placa TGN-8C18), foi registrado nos setores Pedro Ludovico e Parque das Laranjeiras horas depois do último contato. Além disso, uma compra de R$ 900 foi realizada com o cartão do advogado quando ele já estava incomunicável.

“Temos registros do veículo indo para Goianira, Trindade, Bela Vista e setor Pedro Ludovico. Nas imagens, percebe-se que quem dirigia é uma pessoa de porte grande. Pedro era baixinho e muito magro”, explicou Thayz.

A familiar também revelou que o suspeito teria ameaçado a mãe do advogado. “A polícia encontrou áudios no computador de Pedro em que ele dizia que iria matar os dois, mas não sabia por onde começar. Ao que tudo indica, ele estava extorquindo Pedro, mas não conseguimos acessar todos os arquivos, porque a polícia recolheu tudo”, completou.

Procurada pelo Mais Goiás, a Polícia Civil informou que o caso segue sendo investigado pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Aparecida de Goiânia e que as apurações prosseguem sob sigilo até a conclusão do inquérito policial.

Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira

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