sábado , 7 março 2026

Adriana Accorsi diz receber com responsabilidade indicação do PT para eventual comando do Ministério da Segurança Pública

A deputada federal Adriana Accorsi (PT-GO) afirmou ter recebido com respeito e senso de responsabilidade a indicação de seu nome feita pelo Setorial Nacional de Segurança Pública do Partido dos Trabalhadores para uma eventual condução do Ministério da Segurança Pública. A sugestão foi encaminhada ao presidente nacional da legenda, Edinho Silva, por meio de documento divulgado nesta terça-feira (6/1).

Segundo a parlamentar, não há, até o momento, qualquer definição ou convite formal. Adriana Accorsi destacou que segue concentrada no trabalho político em Goiás, com foco na organização da chapa progressista para as eleições de 2026, priorizando a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o fortalecimento das bancadas proporcionais.

A carta do setorial é assinada por Abdael Ambruster, coordenador nacional da área, e apresenta três nomes como referência para um eventual comando da pasta: além de Adriana Accorsi, o ex-governador do Rio Grande do Sul Tarso Genro e Benedito Mariano, ex-ouvidor das Polícias de São Paulo e ex-secretário municipal em administrações do PT.

No documento, a indicação da deputada goiana é justificada por sua trajetória na área de segurança pública. Delegada da Polícia Civil de Goiás há mais de 25 anos, Adriana Accorsi foi a primeira mulher a ocupar o cargo de delegada-geral no estado. Ao longo da carreira, atuou no enfrentamento ao crime organizado e em áreas sensíveis, como o combate à violência contra mulheres, ao feminicídio e aos crimes contra crianças e adolescentes.

Atualmente, além do mandato na Câmara dos Deputados, Adriana Accorsi preside o PT em Goiás. De acordo com aliados, ela mantém uma agenda voltada à articulação política no estado e à defesa de pautas nacionais, como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, além de iniciativas legislativas relacionadas à prevenção da violência e à proteção da população.

O texto do setorial avalia que o debate sobre segurança pública tem sido, nos últimos anos, dominado por uma narrativa de viés conservador, marcada por conteúdo ideológico e pela defesa do armamento da população. Para o grupo, cabe ao governo federal retomar o protagonismo na formulação de políticas públicas para o setor.

A proposta encaminhada ao Palácio do Planalto defende a criação de uma estratégia nacional integrada, com a implementação de um pacto voltado à redução da violência, ao enfrentamento do crime organizado e à construção de uma política de segurança cidadã, envolvendo União, estados, municípios e o sistema de Justiça.

Ao longo do documento, o setorial também aponta que a segurança pública deve ser um dos temas centrais da próxima disputa eleitoral. Nesse contexto, a recriação do ministério é vista como instrumento para dar efetividade às diretrizes previstas na PEC da Segurança Pública, no projeto de lei Antifacção e em novos programas nacionais de combate às facções criminosas e à criminalidade comum.

A carta conclui defendendo que a política de segurança pública deve se apoiar em inteligência policial, ações preventivas e repressão qualificada, com foco no enfraquecimento financeiro e estrutural de facções e milícias, por meio de coordenação institucional e estratégia integrada de enfrentamento ao crime organizado.

Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira

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