sábado , 7 março 2026

Acusações na CPMI do INSS colocam Damares e Malafaia em confronto público

O pastor Silas Malafaia e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) protagonizaram um embate público após a parlamentar mencionar a possível participação de igrejas e líderes religiosos em um esquema de fraude contra aposentados do INSS, investigado por uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI). A declaração provocou forte reação do líder religioso, que passou a criticar duramente a senadora nas redes sociais.

Em vídeos publicados em seus perfis, Silas Malafaia acusou Damares Alves de fazer denúncias sem apresentar provas e cobrou que ela tornasse públicos os nomes das igrejas e lideranças religiosas supostamente envolvidas nas irregularidades. O pastor classificou a fala como irresponsável e afirmou que, sem comprovação, a senadora estaria agindo de forma leviana.

A reação ocorreu após entrevista concedida por Damares Alves ao SBT News, no último domingo (11). Na ocasião, a senadora afirmou que a CPMI do INSS identificou indícios de envolvimento de igrejas e líderes religiosos em esquemas de fraude contra aposentados, o que, segundo ela, causa “tristeza” e “desconforto”. Damares também mencionou a existência de pressão política e lobby para impedir o aprofundamento das investigações, sob o argumento de que isso poderia prejudicar a imagem de grandes instituições religiosas.

Após os ataques, Damares Alves divulgou uma nota oficial afirmando que suas declarações se baseiam em informações já debatidas no âmbito da CPMI do INSS. Segundo a senadora, os dados são públicos, constam em requerimentos aprovados pela comissão e têm origem em documentos oficiais.

A parlamentar lembrou que foi autora do requerimento que resultou na criação da CPMI, instalada em 2025, e que atua como membro titular desde o início das investigações. Ela destacou que a comissão tem o dever constitucional de apurar os fatos, respeitando o devido processo legal e a presunção de inocência.

Na nota, Damares detalhou uma série de requerimentos apresentados na CPMI do INSS envolvendo igrejas e líderes religiosos, incluindo pedidos de quebra de sigilo e convocações para depoimento. Entre os citados estão a Adoração Church, a Igreja Assembleia de Deus Ministério do Renovo, o Ministério Deus é Fiel Church, a Igreja Evangélica Campo de Anatote, além de líderes religiosos como André Machado Valadão e Cesar Belucci do Nascimento.

Segundo a senadora, os requerimentos foram fundamentados em Relatórios de Inteligência Financeira (RIF) e em informações da Receita Federal, que apontariam indícios de irregularidades.

Após a divulgação da nota, Silas Malafaia voltou a se manifestar. Em nova publicação, o pastor afirmou que a senadora teria se contradito ao divulgar a lista de requerimentos, alegando que apenas um dos nomes citados poderia ser considerado, segundo ele, um “grande líder”, e que nenhuma “grande igreja” teria sido mencionada.

Malafaia também afirmou que os demais nomes não representam lideranças ou instituições evangélicas de expressão nacional e que um dos citados já havia sido mencionado anteriormente pela imprensa. Para o pastor, o uso do plural nas declarações da senadora teria sido indevido e acabaria generalizando acusações contra a igreja evangélica como um todo.

“A acusação que ela fez foi leviana e denigre de maneira geral a igreja evangélica”, escreveu Malafaia, reforçando as críticas e recomendando que seus seguidores assistam ao vídeo publicado sobre o tema.

A CPMI do INSS investiga um esquema de fraudes que teria causado prejuízos a aposentados e pensionistas, envolvendo descontos indevidos e o possível uso de entidades e organizações para viabilizar os desvios. As apurações analisam movimentações financeiras, contratos e a atuação de intermediários.

Apesar das críticas, Damares Alves reiterou que a eventual participação de igrejas ou líderes religiosos nesses esquemas causa profundo desconforto, mas afirmou que a comissão tem a obrigação de investigar todos os indícios, independentemente de quem esteja envolvido.

“Ou a senhora dá os nomes ou a senhora é uma leviana linguaruda”, afirmou Silas Malafaia ao cobrar que as denúncias sejam feitas de forma direta e com identificação dos supostos envolvidos.

Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira

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