Um caso brutal chocou a cidade de Ceres (GO) e ganhou repercussão em todo o estado. O Ministério Público de Goiás (MPGO) denunciou um casal por aborto provocado e homicídio qualificado após a morte da estudante Gabriela Patrícia de Jesus Silva, de apenas 20 anos, em um quarto de motel.
Segundo as investigações, no dia 1º de agosto, Gabriela foi levada ao local pelo dentista com quem havia tido um relacionamento e pela atual namorada dele, uma técnica de enfermagem. O casal teria convencido a jovem a realizar um aborto clandestino.
Para provocar a interrupção da gravidez, utilizaram uma substância em cápsulas, de uso oral, dissolvida em soro fisiológico e aplicada de forma intravenosa — método de altíssimo risco, totalmente inadequado e contraindicado. O resultado foi devastador: Gabriela sofreu fortes convulsões, paradas cardiorrespiratórias e não resistiu.
Em estado grave, ela chegou a ser levada à UPA de Ceres, mas deu entrada já inconsciente e não sobreviveu.
Crimes e Denúncia
O MPGO destacou que o medicamento, ao ser usado por via imprópria, funcionou como substância análoga a veneno, configurando homicídio com emprego de meio cruel. O casal foi denunciado por:
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Aborto provocado com consentimento da vítima (art. 126 do Código Penal);
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Homicídio qualificado por meio cruel ou uso de veneno (art. 121, § 2º, inciso III).
A promotoria também pediu que os acusados paguem indenização mínima de R$ 50 mil cada à família da vítima.
Prisão Preventiva
Os dois envolvidos estão presos preventivamente desde o dia 2 de agosto, após audiência de custódia. A Justiça negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa.
Comoção e Debate
O caso gerou forte comoção em Ceres e reacendeu o debate sobre aborto clandestino no Brasil, um problema de saúde pública que ainda ceifa vidas de mulheres jovens. Gabriela tinha apenas 20 anos e um futuro interrompido de forma trágica.
Redação
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