sábado , 7 março 2026

Servidora da rede pública é presa em Anápolis por suspeita de desvio de merenda escolar

Uma servidora da rede pública de ensino foi presa na última quarta-feira (21), em Anápolis, suspeita de subtrair produtos alimentícios destinados à merenda escolar. A mulher, cuja identidade não foi divulgada, foi encaminhada à Central de Flagrantes e passou a ser investigada pelo crime de peculato.

O caso foi descoberto após a direção de uma unidade escolar, localizada no Setor Residencial Pedro Ludovico, identificar o desaparecimento recorrente de alimentos e materiais de limpeza. Diante da situação, a Polícia Militar foi acionada para apurar os fatos.

Durante as diligências, os policiais analisaram imagens das câmeras de segurança e realizaram uma varredura no local. No armário funcional da servidora, foram encontrados diversos produtos pertencentes à escola, o que reforçou as suspeitas. A mulher, de 61 anos, é servidora efetiva e, além da investigação criminal, deverá responder a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD).

O crime de peculato está previsto no artigo 312 do Código Penal e ocorre quando um servidor público se apropria ou desvia bens, valores ou recursos que estão sob sua responsabilidade em razão do cargo. A legislação também considera crime quando o funcionário facilita o furto desses bens, mesmo sem ser o autor direto da subtração.

A pena prevista é de dois a 12 anos de reclusão, além de multa, podendo variar conforme as circunstâncias do caso. Além da responsabilização criminal, o servidor pode sofrer sanções administrativas, incluindo a perda do cargo, por se tratar de infração grave contra a administração pública.

Em dezembro do ano passado, um caso semelhante foi registrado em Aparecida de Goiânia. No dia 18, agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) identificaram a retirada irregular de cerca de 70 litros de leite e de materiais de papelaria, como placas de EVA, do depósito da Escola Municipal Wilson Nina de Fátima.

Os produtos estavam sendo transportados em veículos particulares. Durante a abordagem, a diretora da unidade e outras três funcionárias foram levadas à delegacia para prestar esclarecimentos. Segundo elas, os itens estariam próximos do vencimento e teriam sido liberados para retirada.

Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira

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