Nesta quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, a partir das 9h, a Praça do Bandeirante, no Centro de Goiânia, será palco do Ato Público “Em defesa da Previdência pública, solidária e para todas e todos”. A mobilização celebra o Dia do Aposentado e da Aposentada, comemorado em 24 de janeiro, e os 103 anos da Previdência Social no Brasil.
O ato reunirá aposentadas e aposentados, trabalhadoras e trabalhadores, servidores públicos, dirigentes sindicais e movimentos sociais com o objetivo de reafirmar a defesa da Previdência Social como um direito constitucional. As entidades organizadoras também pretendem denunciar os retrocessos promovidos por sucessivas contrarreformas e reforçar a luta por uma aposentadoria digna, que assegure renda, proteção social e qualidade de vida na velhice.
A atividade é uma iniciativa do Sintfesp-GO/TO e uma realização do Fórum Goiano em Defesa dos Direitos, da Democracia e da Soberania, com apoio das centrais sindicais CUT, CTB, UGT, CSB, Intersindical, CSP-Conlutas, Unidade Classista e da Central de Movimentos Populares (CMP-GO).
Segundo os organizadores, a Previdência Social brasileira é resultado de décadas de mobilização da classe trabalhadora. O marco inicial ocorreu em 1923, com a promulgação da Lei Eloy Chaves, que instituiu as Caixas de Aposentadorias e Pensões para trabalhadores ferroviários. Nas décadas de 1930 e 1940, os direitos previdenciários foram ampliados com a criação dos Institutos de Aposentadoria e Pensões (IAPs), organizados por categorias profissionais.
A consolidação desse processo se deu com a Constituição Federal de 1988, que instituiu a Seguridade Social, integrando Previdência, Saúde e Assistência Social. O modelo passou a se basear nos princípios da solidariedade, universalidade, financiamento tripartite e justiça social, reconhecendo a Previdência como direito social fundamental diante da velhice, invalidez, doença e morte.
As entidades destacam que, a partir da década de 1990, contrarreformas de caráter neoliberal passaram a restringir direitos, elevando idade mínima e tempo de contribuição e reduzindo o valor dos benefícios, sob o argumento do ajuste fiscal. Diante desse cenário, sindicatos e centrais sindicais mantêm uma atuação permanente em defesa da Previdência pública, combatendo a narrativa do déficit e tentativas de privatização do sistema.
Durante a mobilização, os organizadores reafirmarão bandeiras como:
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Defesa da Previdência Social pública, solidária e universal, como dever do Estado;
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Valorização das aposentadorias e pensões, com reposição das perdas inflacionárias;
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Combate às reformas previdenciárias que retiram direitos;
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Rejeição à privatização e aos modelos de capitalização;
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Reconhecimento de aposentadas e aposentados como sujeitos de direitos;
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Auditoria das contas da Previdência e enfrentamento à sonegação;
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Financiamento justo da Seguridade Social;
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Fortalecimento do SUS e dos direitos trabalhistas;
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Defesa do serviço público, da democracia e dos direitos sociais;
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Posição contrária à PEC 38/2025, que trata da contrarreforma administrativa e, segundo as entidades, precariza o serviço público e ameaça direitos de servidoras e servidores.
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1923 – Lei Eloy Chaves cria as Caixas de Aposentadorias e Pensões;
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Décadas de 1930 e 1940 – Instituição dos IAPs;
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1960 – Lei Orgânica da Previdência Social (LOPS);
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1966 – Criação do INPS;
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1988 – Constituição Federal institui a Seguridade Social;
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1990 – Criação do INSS;
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Anos 1990 até hoje – Contrarreformas e intensificação da luta sindical.
O quê: Ato Público “Em defesa da Previdência pública, solidária e para todas e todos”
Quando: Quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, às 9h
Onde: Praça do Bandeirante, Centro de Goiânia (GO)
Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira
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