sábado , 7 março 2026

Corretora desaparece ao descer para subsolo de condomínio e família cobra respostas

A corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, está desaparecida desde a noite de 17 de dezembro, em Caldas Novas, no Sul de Goiás, após sair do próprio apartamento para religar a energia elétrica no subsolo do condomínio onde morava. Passados cerca de 28 dias, a família segue sem qualquer resposta ou pista sobre o paradeiro da mulher.

Câmeras de segurança do prédio registraram o momento em que Daiane entrou no elevador gravando um vídeo no celular e seguiu em direção à área técnica do edifício, por volta das 19h. As imagens mostram ainda a corretora descendo até a portaria, onde conversou rapidamente com o funcionário sobre a falta de energia, retornando em seguida ao elevador para ir ao subsolo. A partir desse ponto, não há novos registros. Não existem imagens dela deixando o prédio nem retornando ao apartamento.

De acordo com a mãe, Nilse Alves Pontes, de 61 anos, Daiane chegou a filmar o apartamento às escuras e enviou os vídeos a uma amiga, informando que iria até o padrão de energia. O último vídeo gravado, no entanto, nunca foi enviado, o que, para a família, indica que algo inesperado pode ter acontecido. No momento do desaparecimento, a corretora vestia blusa preta, shorts azul e chinelo, e deixou no apartamento documentos, óculos de grau e outros pertences pessoais.

“Quanto mais o tempo passa, maior é a angústia. Não é possível que alguém desapareça sem deixar nenhum vestígio”, afirmou a mãe.

Nilse tinha viagem marcada para Caldas Novas no dia seguinte, 18 de dezembro, quando pretendia visitar a filha e tratar da locação de imóveis para o período de festas. Ao chegar, encontrou o apartamento fechado e sem sinais da corretora. A filha de Daiane, de 17 anos, também esteve no local pouco depois e não conseguiu localizá-la. Diante da situação, a família registrou um boletim de ocorrência ainda na noite do desaparecimento.

O caso é investigado pelo delegado Alex Miller, que informou que a Polícia Civil trabalha com diversas linhas de investigação. As hipóteses não são divulgadas para não comprometer o andamento das apurações. O sigilo bancário de Daiane foi quebrado e, segundo a polícia, não houve qualquer movimentação financeira após o desaparecimento. O celular da corretora também não registrou atividade, mesmo após buscas técnicas na região.

Outro ponto que chama a atenção da família é o estado do apartamento. Segundo Nilse, a porta teria sido deixada aberta por Daiane, mas foi encontrada trancada. A mãe também relatou que a filha enfrentava conflitos com outros moradores do condomínio, situação que resultou em ações judiciais em andamento na Justiça de Caldas Novas.

Natural de Uberlândia (MG), Daiane morava em Caldas Novas havia cerca de dois anos. Ela era responsável pela administração de seis imóveis da família na cidade, atuando principalmente na locação durante períodos de alta temporada turística.

Sem respostas, familiares e amigos intensificaram os pedidos por esclarecimentos. Manifestações já foram realizadas em Caldas Novas, e um novo ato está marcado para esta sexta-feira (17), na Praça Tubal Vilela, em Uberlândia, data em que o desaparecimento completa um mês. “Uma cidade 100% turística, como uma pessoa pode desaparecer assim?”, questiona a mãe.

Informações sobre o paradeiro de Daiane Alves Souza podem ser repassadas de forma anônima à 19ª Delegacia Municipal de Caldas Novas, pelo Disque 197 ou pelos telefones (62) 98595-6124 e (62) 3454-6600.

Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira

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