Após mais de um ano longe dos gramados, o técnico Tite está oficialmente de volta ao futebol. O treinador foi apresentado nesta quarta-feira (7/01) como novo comandante do Cruzeiro, assumindo o lugar de Leonardo Jardim. Tite chega à Toca da Raposa cercado de expectativa, respaldado por um currículo vitorioso e ampla experiência no futebol nacional e internacional.
Em sua primeira entrevista como técnico celeste, Tite falou sobre o período em que esteve afastado da carreira e classificou a pausa como um momento necessário de “reciclagem”.
“Existe uma parábola da águia, que em determinado momento se afasta, vai para o penhasco e fica em silêncio. Ela precisa tirar o bico, as unhas e as penas para se renovar. Eu senti essa necessidade de reciclar. A minha unha não, mas o meu joelho sim. Hoje estou com a autoestima melhor, estou bem com a minha família, com as pessoas que amo, e fazendo aquilo que me dá prazer”, afirmou.
O último trabalho de Tite havia sido em 2024, quando comandou o Flamengo. Desde então, optou por não assumir novos projetos. Em abril do ano passado, chegou a acertar seu retorno ao Corinthians, mas questões relacionadas à saúde mental impediram a concretização do acordo. Durante a apresentação no Cruzeiro, o treinador detalhou o processo de recuperação.
“O atleta e o técnico de alto nível vivem sob exigências e cobranças muito grandes. Em alguns momentos, isso pesa demais. Eu passava noites sem dormir, cada dia por um motivo diferente, até perceber que precisava desacelerar. Temos uma vida linda, temos que agradecer a Deus por tudo e buscar a paz. Encontrei essa paz, o amor e o carinho, e agora posso desenvolver meu trabalho de forma saudável”, destacou.
Tite também comentou uma recente polêmica envolvendo o atacante Gabigol, com quem trabalhou no Flamengo. Em 2024, o jogador perdeu espaço na equipe, o que gerou desgaste na relação e críticas públicas. Após um ambiente conturbado com a torcida, agravado pela perda de um pênalti na Copa do Brasil, Gabigol acabou sendo emprestado ao Santos.
Ao abordar o tema, o treinador adotou um tom conciliador e evitou qualquer tipo de polêmica.
“A gente precisa olhar para frente. Quero pensar nas possibilidades que tenho aqui, no Néiser, no Chico que está chegando. Desejo sucesso ao Gabigol, que ele seja feliz onde estiver. O mais importante é focar no meu trabalho e dar o meu melhor pelo Cruzeiro. Estou muito feliz por estar aqui e por ter sido escolhido”, concluiu.
Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira
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