sábado , 7 março 2026

Serial killer Rildo Soares dos Santos será julgado em três datas consecutivas em Rio Verde

Três meses após sua prisão, Rildo Soares dos Santos, de 33 anos, apontado como serial killer, vai enfrentar o Tribunal do Júri em Rio Verde em três datas consecutivas para responder por três feminicídios. O réu confesso será julgado pelos assassinatos de Elisângela da Silva Souza, de 26 anos; Monara Pires Gouveia de Moraes, de 31 anos; e Alexânia Hermógenes Carneiro, de 40 anos, conhecida como Lessi. Todas as sessões começam às 9h.

O primeiro julgamento está marcado para o dia 10 de dezembro, referente à morte de Elisângela. Em seguida, ele será julgado no dia 15 pelo homicídio de Monara, e no dia 16, pelo assassinato de Alexânia.

Nos três casos, Rildo responde por crimes que incluem feminicídio triplamente qualificado, estupro, roubo majorado e ocultação de cadáver. No caso de Elisângela, o Ministério Público também solicita indenização de R$ 100 mil aos familiares da vítima.

Em nota, o advogado de defesa, Dr. Nylson Schmidt, destacou que a atuação da defesa se limita a garantir o cumprimento do devido processo legal. “A Justiça se constrói com equilíbrio, respeito às vítimas, à sociedade e às garantias legais. Confiamos no trabalho do Judiciário e na soberania do Tribunal do Júri”, afirmou.

Segundo o delegado titular do Grupo de Investigações de Homicídios (GIH), Adelson Candeo, Rildo confessou ter matado Elisângela após ser desarmado e ferido no braço com a própria faca usada para ameaçá-la. “Ela tomou a faca dele, acertou o braço e ele perdeu a paciência, matando a vítima”, relatou.

O suspeito afirmou ainda que enterrou o celular da vítima, que posteriormente foi encontrado dentro do colchão do réu, recolhido por uma vizinha após o descarte. “No caso de Elisângela, deu positivo para espermatozoides”, completou o delegado.

Inicialmente, Rildo havia confessado apenas o roubo e a ocultação do corpo, negando o homicídio e o abuso sexual. Ele alegou que a vítima teria caído, batido a cabeça e morrido, e que havia retirado a calça dela antes de enterrar parcialmente o corpo.

No dia 23 de setembro, o réu também confessou o assassinato de Monara. Segundo ele, a vítima teria furtado R$ 600 de sua casa durante uma faxina. Cerca de um mês depois, ao reencontrá-la, Rildo a levou até um terreno baldio, onde a estuprou, agrediu na cabeça e ateou fogo, prendendo-a sob uma cama box.

Já no caso de Alexânia, o acusado disse ter se revoltado ao descobrir que ela teria comprado drogas de um traficante alegando que seriam para ele. “Ele disse que quando fica nervoso não se controla”, afirmou o delegado.

Leia a nota completa da defesa:

“A defesa, Dr. Nylson Schmidt, informa que foi designada data para a realização do Tribunal do Júri. A atuação da defesa não representa qualquer juízo de valor sobre os fatos, mas o cumprimento do dever constitucional de garantir o devido processo legal. A Justiça se constrói com equilíbrio, respeito às vítimas, à sociedade e às garantias legais. A defesa confia no trabalho do Judiciário e na soberania do Tribunal do Júri.”

Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira

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