A juíza da Vara da Infância e Juventude da comarca de Quirinópolis, Adriana Maria dos Santos Queiróz, determinou o afastamento imediato de um professor da rede municipal acusado de agredir um estudante dentro da sala de aula no dia 29 de outubro. A decisão foi proferida no último sábado (15), em ação civil pública movida pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO).
Segundo a magistrada, a permanência do docente no ambiente escolar representaria risco de novas agressões e possibilidade de revitimização. Por isso, a decisão visa proteger não apenas a vítima, mas todas as crianças e adolescentes da rede municipal. O município de Quirinópolis tem prazo de 48 horas para adotar todas as medidas administrativas necessárias para garantir o afastamento do professor e a proibição de contato com a vítima, seus familiares e testemunhas, sob pena de multa diária e outras sanções legais.
O professor já havia sido afastado preventivamente enquanto a prefeitura avaliava medidas disciplinares. Testemunhas relataram que o educador vinha apresentando mudanças de comportamento e sinais de desequilíbrio emocional nas semanas anteriores ao incidente. No dia da confusão, ele teria se irritado ao chamar a atenção do aluno, tropeçado em uma mochila e, em seguida, desferido tapas na mesa e no estudante.
O episódio ocorreu por volta das 11h30 e outros professores precisaram intervir para conter o servidor. O aluno, que cursa o 6º ano, sofreu tapas na cabeça, nos braços e nos ombros, e recebeu atendimento médico que constatou lesões corporais. Em nota divulgada na época, a Secretaria Municipal de Educação classificou a conduta do professor como “inadmissível” e reforçou que repudia qualquer forma de violência dentro das escolas.
Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira
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