Movimentações financeiras milionárias, incompatíveis com os salários, chamaram a atenção e levaram à abertura de uma investigação que apura o envolvimento de cinco policiais militares de Goiás em um esquema de corrupção passiva, facilitação de contrabando, lavagem de dinheiro, agiotagem e extorsão.
A ostentação dos investigados também despertou suspeitas. Segundo o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marcelo Granja, os policiais costumavam montar camarotes particulares, com seus nomes, em festas agropecuárias do interior goiano.
A operação, batizada de Scutum, foi deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (04/10) com apoio da Corregedoria da PM. Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão — 16 em Goiás e um em Londrina (PR).
Os cinco policiais, que não tiveram as patentes nem as identidades reveladas, eram lotados na Companhia de Policiamento Especializado (CPE) de Jataí, mas atuavam no município de Mineiros. Segundo o comandante, todos já estavam afastados do serviço e com o porte de arma suspenso há algumas semanas.
“Foi a própria PM quem recebeu as denúncias, constatou que havia incompatibilidade entre os rendimentos e o padrão de vida dos investigados, e imediatamente comunicou o caso à Polícia Federal”, explicou o coronel Marcelo Granja.
De acordo com as investigações, o grupo cobrava propina para liberar cargas ilegais que entravam em Goiás ou, em outros casos, apreendia os produtos de forma irregular para revendê-los depois. Além dos policiais, comerciantes e moradores de Jataí e Mineiros também são investigados por suposta participação no esquema.
A Polícia Federal já identificou indícios de um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro e de agiotagem. Apesar das evidências de movimentações milionárias, os investigadores ainda não divulgaram o valor total envolvido nem há quanto tempo o grupo vinha atuando na região.
Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira
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