Uma grande ofensiva contra o crime organizado foi deflagrada nesta quarta-feira (22) pelo Ministério Público de Goiás (MPGO), em parceria com a Diretoria-Geral de Polícia Penal (DGPP). Batizada de Operação Vigília, a ação teve como alvo membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) que atuavam de dentro de presídios goianos e também do Complexo da Papuda, no Distrito Federal.
A operação contou ainda com apoio do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e da Polícia Civil do DF (PCDF/Decor). Foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em presídios localizados em Planaltina, Santo Antônio do Descoberto, Formosa, Alexânia e Rio Verde, além da unidade da Papuda.
Segundo o Gaeco Entorno — Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado — os alvos da operação continuavam comandando atividades criminosas mesmo após a prisão. A investigação apontou que os integrantes do PCC usavam diferentes meios para se comunicar com criminosos fora das cadeias, como visitas simuladas e outros artifícios.
Essas comunicações serviam para recrutar novos membros, ordenar crimes como tráfico de drogas, homicídios e estelionatos e expandir o poder da facção na região.
O MPGO destacou que o Estado de Goiás ocupa uma posição estratégica para o crime organizado por estar na chamada “Rota Caipira” — caminho usado para o escoamento de drogas vindas do Paraguai, Peru e Bolívia, com destino a diversas partes do Brasil e até para fora do país, como Europa e Ásia.
Essa rota torna Goiás um território visado pelo PCC, que busca ampliar seu domínio e controlar o tráfico e outras atividades ilegais na região.
A Operação Vigília é desdobramento de investigações anteriores, como a Operação Sintonia do Entorno, realizada em janeiro deste ano, que cumpriu 17 mandados de prisão e busca em municípios de Goiás, no DF e até em São Paulo.
Em maio de 2023, outra grande ofensiva, a Operação Sintonia Goiás, também mirou a facção criminosa e resultou no cumprimento de 70 mandados de prisão e 38 de busca e apreensão em 12 estados. Em Goiás, foram alvo cidades como Goiânia, Aparecida de Goiânia, Rio Verde, Formosa, Itumbiara, Jataí, Caldas Novas, Planaltina de Goiás, entre outras.
O MPGO reforça que o trabalho integrado entre forças de segurança e o monitoramento constante do sistema prisional são essenciais para enfraquecer a atuação do crime organizado no estado.
Fonte: MaisGoiás
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