sábado , 7 março 2026

Cães agressivos seguem soltos no Setor Sul e moradores pedem ajuda para realojá-los

Moradores do Setor Sul, em Goiânia, seguem apreensivos com a presença de dois cães – um chow-chow e um vira-lata – que circulam soltos pelas ruas do bairro. De acordo com relatos, os animais são agressivos com outros bichos e já atacaram diversos gatos e até pessoas. Apesar disso, continuam sob a responsabilidade de uma família que, segundo vizinhos, tem sido negligente com os cuidados e o controle dos cães.

Segundo denúncias, os ataques já resultaram na morte de mais de 40 gatos. A cuidadora independente Renata Borges afirma ter perdido seis felinos sob seus cuidados. A mais recente vítima foi a cadelinha Catarina, pet da psicóloga Júlia Perillo, que foi atacada no início de outubro e morreu dois dias depois, em 9 de outubro.

Diante da gravidade da situação, o delegado Fernando Martins, da 1ª Delegacia de Polícia de Goiânia, investiga o caso. Duas pessoas já foram encaminhadas para exame de corpo de delito após serem feridas pelos cães – entre elas, Júlia Perillo e uma mulher atacada enquanto pilotava uma moto. A polícia aguarda os laudos para definir se haverá denúncia por lesão corporal grave. Em relação ao caso de Catarina, os Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs) já foram elaborados e devem ser encaminhados ao Juizado Especial Cível ainda nesta semana.

A dona dos cães – uma idosa de 70 anos – já prestou depoimento à polícia e alegou não ter condições de manter os animais sob controle devido a problemas de saúde e falhas no portão da casa. Ela vive com a filha, de aproximadamente 25 anos, que também teria dificuldade em conter os cães. Vizinhos, sensibilizados com a situação, organizaram uma vaquinha em junho deste ano e arrecadaram R$ 275 para consertar o portão. No entanto, o problema não foi resolvido e os cães continuaram escapando.

Além disso, a comunidade também se mobilizou para ajudar financeiramente no transporte da vira-lata até uma clínica onde ela seria castrada gratuitamente. Apesar dos esforços coletivos, os ataques não cessaram.

Em mensagens enviadas em grupos de WhatsApp, o filho da idosa afirmou que os cães “são dóceis com pessoas, mas agressivos com outros animais” e que a família está procurando adotantes, de preferência com espaço amplo, como chácaras.

A conduta da família pode resultar em responsabilização judicial. A idosa pode responder por omissão de cautela na guarda de animais (art. 31 da Lei de Contravenções Penais), cuja pena é de até dois meses de prisão ou multa, e também por lesão corporal culposa (art. 129 do Código Penal), com pena de até seis meses de detenção, caso fique comprovado que houve negligência.

Enquanto isso, os moradores do Setor Sul seguem inseguros com a presença dos cães nas ruas. O clima de tensão só aumenta, especialmente entre quem tem animais de pequeno porte ou costuma circular pelo bairro a pé ou de moto.

Fonte: MaisGoiás

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