A Secretaria de Segurança Pública de Goiás confirmou que cinco pessoas foram conduzidas à delegacia para prestar depoimento durante as investigações sobre possíveis casos de adulteração de bebidas alcoólicas com metanol no estado. A operação integra forças da Polícia Civil, Vigilância Sanitária e Procon, com foco em coibir a venda irregular e proteger a saúde da população.
Segundo o delegado-geral André Ganga, até o momento não há confirmações laboratoriais de bebidas adulteradas com metanol, mas as ações de fiscalização seguem em ritmo intenso em várias regiões do estado.
“Nosso objetivo é preventivo. Estamos verificando denúncias, apreendendo amostras e monitorando estabelecimentos suspeitos. A prioridade é evitar novas ocorrências e garantir segurança ao consumidor”, afirmou o delegado.
Até agora, cinco ocorrências levantaram suspeita de intoxicação por metanol:
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Itapaci / Guarinos: uma jovem de 25 anos segue internada em Uruaçu, após ingerir bebida em um evento. O quadro clínico é grave, mas ela foi extubada e apresenta melhora.
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Padre Bernardo: um homem de 47 anos está em morte encefálica após consumo de bebida comprada em comércio local.
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Formosa: um rapaz de 20 anos relatou visão turva e mal-estar após ingerir vodca; ele recebeu alta após atendimento.
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Senador Canedo e Bom Jesus de Goiás: ambos os casos foram descartados como intoxicação por metanol, segundo laudos preliminares.
As investigações seguem para identificar a origem das bebidas, possíveis pontos de revenda clandestina e fornecedores ilegais.
Caso seja comprovada a adulteração com metanol, os responsáveis poderão responder por crime previsto no artigo 272 do Código Penal, com pena que pode chegar a 8 anos de reclusão, além de multas e cassação de alvará de funcionamento.
Especialistas explicam que o metanol é uma substância tóxica usada como solvente industrial, imprópria para consumo humano. Mesmo em pequenas quantidades, pode causar cegueira, falência de órgãos e morte.
As autoridades reforçam algumas recomendações básicas para evitar riscos:
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Evite bebidas com preço muito abaixo do mercado.
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Desconfie de rótulos sem lacre, sem selo fiscal ou com embalagens reaproveitadas.
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Compre apenas em estabelecimentos regularizados.
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Em caso de suspeita, denuncie imediatamente pelos números 190 (Polícia Militar) ou 197 (Polícia Civil).
A Secretaria de Saúde e o Procon-GO informaram que seguem realizando coletas de amostras em comércios, bares e distribuidoras em todo o estado. O foco é detectar possíveis irregularidades antes que novas vítimas surjam.
O governo estadual reforça que não há motivo para pânico, mas é fundamental que o consumidor adote medidas de precaução e denuncie irregularidades.
“Estamos atuando em rede para garantir que bebidas vendidas em Goiás estejam dentro dos padrões legais e seguros para o consumo”, destacou o delegado André Ganga.
O metanol é um tipo de álcool usado em combustíveis, tintas e produtos de limpeza. Diferente do etanol, presente nas bebidas alcoólicas, ele não é metabolizado de forma segura pelo organismo. A ingestão pode causar náuseas, confusão mental, cegueira e até morte em poucas horas.
Redação
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