sábado , 7 março 2026

Clínica é alvo de investigação por fraudes em terapias de autismo

A Polícia Civil de Goiás indiciou as proprietárias de uma clínica especializada em terapias para crianças com autismo, localizada em Goiânia, por estelionato, falsidade ideológica, falsificação de documentos e associação criminosa.
Segundo o inquérito, as investigadas teriam registrado atendimentos que nunca ocorreram, utilizando o nome de pacientes autistas para obter pagamentos indevidos de planos de saúde.

De acordo com as investigações, diversas sessões fictícias foram lançadas como realizadas, inclusive em dias em que os pacientes estavam internados em outros estados. Em outros casos, assinaturas de profissionais foram falsificadas em relatórios terapêuticos, e valores eram repassados via PIX a familiares das crianças, como forma de dissimular as cobranças irregulares.

A denúncia foi feita pela Unimed Goiânia, que detectou inconsistências durante auditorias internas. Em nota, a cooperativa destacou que o maior prejuízo não é apenas financeiro, mas emocional e humano, especialmente para as crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e suas famílias.

“O tempo de ouro do desenvolvimento dessas crianças é precioso. Fraudes como essa comprometem o tratamento e afetam o progresso de quem mais precisa de cuidado”, destacou a Unimed em comunicado oficial.

Com a conclusão do inquérito, o caso segue agora para o Ministério Público e para o Poder Judiciário, que devem avaliar a responsabilidade penal das envolvidas. A Polícia Civil não divulgou o nome das investigadas para preservar o andamento do processo.

A investigação reforça a necessidade de fiscalização rigorosa em clínicas conveniadas e prestadores de serviços de saúde, especialmente em áreas sensíveis como o atendimento infantil e terapias do autismo.

“Não é apenas um crime financeiro. É um golpe contra famílias que lutam diariamente pelo desenvolvimento de seus filhos”, afirmou uma das autoridades envolvidas na apuração do caso.

O caso gerou indignação entre profissionais da saúde e pais de crianças autistas, que pedem punição exemplar e mais transparência no controle de reembolsos e atendimentos prestados por clínicas particulares.

Redação

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