A Universidade Estadual de Goiás (UEG) divulgou uma nota oficial nesta semana reforçando que não vai tolerar gravações que causem prejuízo à instituição ou ao processo de ensino e aprendizagem. O comunicado foi emitido após a repercussão de que o influenciador digital Wilker Leão, expulso da Universidade de Brasília (UnB), pretende concluir seus estudos no campus de Formosa.
De acordo com a UEG, as gravações de aulas não estão proibidas, desde que sejam utilizadas exclusivamente como ferramenta de apoio ao estudo dos alunos. A instituição, porém, faz um alerta: caso seja identificado que o conteúdo gravado foi usado para outros fins que comprometam a imagem ou o bom funcionamento da universidade, serão aplicadas as “medidas cabíveis” previstas em normas internas e na legislação vigente.
“A UEG reafirma seu compromisso com um ambiente acadêmico plural e respeitoso, pautado pela legislação e pelas normas institucionais”, diz um trecho da nota.
Wilker Leão ficou nacionalmente conhecido por gravar embates com figuras públicas e políticos em Brasília. Em março deste ano, ele foi expulso da UnB sob a acusação de registrar professores e colegas sem consentimento e divulgar o material em suas redes sociais. O caso gerou debates sobre liberdade de expressão, privacidade no ambiente acadêmico e limites do uso de gravações dentro das universidades.
Com a polêmica chegada de Wilker à UEG, a instituição busca se antecipar a possíveis conflitos. A direção reforçou que o respeito ao espaço acadêmico e às normas institucionais é fundamental para garantir o equilíbrio entre liberdade de expressão e responsabilidade no ambiente universitário.
Redação
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