O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a causar polêmica ao convocar centenas de oficiais-generais dos seis ramos das Forças Armadas para uma reunião em que deixou claro o que espera da cúpula militar: lealdade ideológica ao seu governo.
Durante o encontro, Trump e o secretário de Guerra, Pete Hegseth, teriam orientado que aqueles que não concordassem com a linha “patriótica e de direita” deveriam entregar seus cargos. A medida gerou críticas imediatas de especialistas, que apontam risco de politização das Forças Armadas, algo proibido pela Constituição norte-americana.
Hegseth reforçou o discurso atacando pautas como mudanças climáticas e inclusão de gênero, além de anunciar medidas de disciplina interna, como a obrigatoriedade de testes físicos frequentes e até a proibição do uso de barba. Para ele, “generais gordos” não seriam tolerados.
Trump, por sua vez, classificou cidades inseguras como “campos de treinamento” e sugeriu a existência de um “inimigo interno” nos Estados Unidos. O tom alarmista e as exigências de alinhamento ideológico levantaram comparações com regimes autoritários, como o da Venezuela, onde o controle das Forças Armadas é instrumento central de poder.
Nos bastidores, relatos indicam que oficiais de alta patente já começaram a ser afastados, incluindo mulheres e negros, o que reforça a preocupação de que a política de Trump esteja mirando também na diversidade dentro do Exército.
Para analistas, a postura representa um duro golpe na tradição democrática dos EUA, em que a neutralidade das Forças Armadas é considerada pilar fundamental. A oposição acusa Trump de querer transformar o Exército em braço político, colocando em xeque a estabilidade institucional do país.
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