Uma pesquisa do Grupo Rabbit apontou que as mensalidades das escolas particulares em Goiás devem ter reajuste de 9,5% a 9,8% no próximo ano letivo — praticamente o dobro da inflação prevista para 2025, estimada em 4,81%.
O levantamento ouviu 21 escolas particulares em Goiás e mais de 300 instituições em todo o Brasil. Os principais fatores citados para justificar o aumento foram a correção inflacionária, o reajuste salarial de professores e funcionários, além de investimentos em infraestrutura, programas bilíngues e projetos de desenvolvimento socioemocional.
Apesar disso, o impacto pode pesar no bolso das famílias goianas, que enfrentam um cenário de renda apertada e aumento do custo de vida. “As escolas precisam equilibrar qualidade e sustentabilidade, mas os reajustes sucessivos colocam muitas famílias no limite do orçamento”, comenta o estudo.
Outro dado preocupante é a inadimplência, que entre janeiro e abril de 2025 ficou entre 4,8% e 5,4% — índice que pressiona ainda mais o caixa das instituições. Já a rentabilidade média das escolas segue baixa, em torno de 14%, e a educação infantil ainda sente reflexos de descontos concedidos na pandemia.
Por outro lado, o levantamento mostra que o índice de rematrícula alcançou 83%, sinalizando uma fidelização maior em instituições de menor custo, que registraram menor evasão.
De acordo com a legislação, os reajustes precisam ser informados com pelo menos 45 dias de antecedência ao prazo final de matrícula, garantindo que os pais possam avaliar o impacto antes de renovar o contrato.
O aumento das mensalidades abre um debate importante sobre acessibilidade à educação privada em Goiás. Enquanto escolas argumentam que os reajustes são necessários para manter qualidade e inovação, muitas famílias já relatam dificuldades para acompanhar o ritmo dos aumentos anuais. O tema deve ganhar espaço nos próximos meses, sobretudo entre pais que buscam alternativas para equilibrar a educação dos filhos e o orçamento doméstico.
Redação
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