sábado , 7 março 2026

Estudo liga consumo de refrigerante a sintomas depressivos

Um estudo recente publicado na revista científica JAMA Psychiatry acendeu o alerta sobre os impactos do consumo de refrigerantes na saúde mental. Pesquisadores alemães identificaram uma associação direta entre a ingestão frequente dessas bebidas e a gravidade dos sintomas depressivos, especialmente em mulheres.

A pesquisa analisou 932 voluntários — sendo 405 diagnosticados com transtorno depressivo maior e 527 sem histórico da doença. Além de responderem questionários sobre hábitos alimentares, os participantes tiveram amostras de fezes coletadas para análise da microbiota intestinal.

Os resultados mostraram que pessoas que consumiam mais refrigerantes relataram sintomas depressivos mais intensos. Entre as mulheres, a investigação encontrou ainda uma maior presença da bactéria Eggerthella, relacionada a alterações inflamatórias e metabólicas que podem impactar o humor.

Segundo os cientistas, a hipótese é que o alto teor de açúcar e aditivos presentes nos refrigerantes modifique o equilíbrio da microbiota intestinal, interferindo na chamada “via intestino-cérebro”. Essa conexão já é estudada há anos e sugere que a flora intestinal pode desempenhar um papel importante em transtornos psiquiátricos.

No entanto, os autores ressaltam que o estudo é observacional — ou seja, não prova que refrigerantes causam depressão, apenas aponta uma correlação. Outros fatores, como dieta geral, sono, estresse e uso de medicamentos, também podem influenciar os resultados.

Mesmo assim, especialistas defendem a cautela. “Esse tipo de achado reforça a importância de reduzir o consumo de bebidas ultraprocessadas e priorizar uma alimentação equilibrada, que protege tanto a saúde física quanto a mental”, destacou a equipe de pesquisa.

Redação

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