Uma operação da Polícia Civil de Goiás revelou detalhes estarrecedores de uma rede de exploração sexual infantil que atuava nas cidades de Goiânia e Goianira. De acordo com as investigações, os suspeitos ofereciam bolachas, sorvete, bebidas e até drogas para atrair crianças e adolescentes de famílias em situação de vulnerabilidade.
As vítimas tinham entre 11 e 15 anos e eram aliciadas por meio de festas organizadas em residências. Além dos “lanches”, os investigados também utilizavam transferências via PIX, transporte por aplicativos e outros pequenos benefícios para manter o contato e facilitar os abusos.
Entre os presos estão um policial civil da ativa e um agente penal aposentado, apontado como proprietário de imóveis usados para a prática dos crimes. Um policial militar aposentado segue foragido. Nos locais ligados ao grupo, os investigadores encontraram equipamentos de gravação, celulares e comprovantes de transferências financeiras realizadas às vítimas ou familiares.
Segundo a Polícia Civil, a investigação começou a partir de denúncias feitas ao Conselho Tutelar de Goianira, que recebeu relatos de comportamento suspeito envolvendo os acusados. O caso gerou indignação pela crueldade do aliciamento: criminosos exploravam a fome e as necessidades básicas das crianças como isca para submetê-las a abusos.
As autoridades reforçam a importância da denúncia anônima por meio do Disque 100 e do 197 da Polícia Civil para combater casos semelhantes.
Redação
integracaonews.com.br Portal de Notícias