O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a decisão que determinou a expulsão do policial militar Daniel Calado da Silva da corporação. Ele foi condenado a 22 anos de prisão pelo assassinato do motorista de ambulância Fabiano Araújo Costa, em fevereiro de 2020, após uma discussão de trânsito entre as cidades de Pirenópolis e Corumbá de Goiás.
Segundo os autos, a briga começou na estrada e se transformou em uma perseguição que se estendeu por cerca de 20 quilômetros. Armado com a pistola da corporação, o policial efetuou ao menos 14 disparos contra a vítima, que acabou morta na garagem de sua própria casa.
Em julgamento anterior, o Tribunal de Justiça de Goiás havia retirado a pena de perda de cargo imposta ao PM, o que permitiria sua permanência na Polícia Militar. Contudo, o Ministério Público recorreu ao STJ, que agora reverteu a decisão e confirmou a perda do posto e da função pública.
Atualmente, Daniel Calado cumpre prisão preventiva no presídio militar em Goiânia. Para a família de Fabiano, a decisão do STJ representa um marco importante na busca por justiça.
O caso gerou forte repercussão em Goiás, por envolver o uso de arma institucional em um crime cometido de forma brutal e pela insistência da defesa em tentar manter o policial nos quadros da corporação, mesmo após a condenação.
Redação
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