A investigação sobre um possível serial killer em Rio Verde ganhou mais um capítulo nesta semana. Rildo Soares dos Santos, de 33 anos, voltou a ser ouvido pela Polícia Civil. Ele já está preso pelo assassinato de Elisângela, vítima de feminicídio confessado por ele, mas é investigado também por outros dois homicídios de mulheres com características muito semelhantes.
Segundo a polícia, as três vítimas tinham perfis parecidos: eram mulheres em situação de vulnerabilidade, usuárias de drogas e que circulavam à noite em uma mesma região da cidade. Todas foram encontradas em terrenos baldios, durante a madrugada, com marcas de pancadas na cabeça e sinais de tentativa de ocultação dos corpos. Os corpos também estavam sem roupas, o que reforça a linha de investigação de crimes sexuais associados.
Em depoimento anterior, Rildo confessou o assassinato de Elisângela, mas negou participação direta nas mortes de Monara e Alexânia. Ele afirmou apenas ter levado as vítimas até locais onde encontrariam outras pessoas — cuja identidade não soube revelar. Apesar disso, o delegado responsável pelo caso, Adelson Candeu, contesta a versão:
“É impossível que outra pessoa pratique um crime com as mesmas características idênticas a uma vítima que ele confessa ter matado”, destacou o delegado.
A polícia acredita que o padrão dos crimes indica um único autor. O novo depoimento de Rildo será fundamental para esclarecer se ele agiu sozinho, se há participação de terceiros ou se os crimes foram de fato cometidos por mais de uma pessoa.
A investigação causa preocupação entre os moradores de Rio Verde. O caso levantou a hipótese da existência de um assassino em série, algo raro em Goiás, mas que gera medo e sensação de insegurança na população.
A sociedade aguarda respostas rápidas e eficazes da Justiça para que novos crimes não aconteçam e para que os familiares das vítimas tenham acesso à verdade e à justiça.
Redação
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