A Polícia Civil de Goiás deflagrou, nesta semana, uma operação contra um grupo criminoso acusado de aplicar golpes virtuais que, segundo as investigações, movimentaram cerca de R$ 7 milhões entre março de 2022 e janeiro de 2024.
Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e nove mandados de busca domiciliar em cidades da região metropolitana e interior: Goiânia, Trindade, Goianira e Anhanguera.
De acordo com a polícia, o esquema era baseado na prática conhecida como “golpe do falso intermediário”. Nesse tipo de fraude, criminosos se passam por intermediários em negociações online, criando perfis falsos em sites e aplicativos de compra e venda. As vítimas acreditam que estão fechando negócio seguro, mas acabam transferindo valores diretamente para os golpistas.
Um dos casos que motivou a investigação aconteceu em Padre Bernardo, quando uma vítima perdeu R$ 45 mil ao acreditar estar adquirindo um bem por meio da falsa intermediação.
As apurações apontam que a quadrilha possuía dois núcleos principais:
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Operacional – responsável por manter contato direto com as vítimas e conduzir as negociações fraudulentas;
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Financeiro – encarregado de movimentar e “esquentar” o dinheiro obtido ilegalmente, espalhando os valores entre diversas contas.
Segundo os investigadores, essa divisão de funções mostra o grau de organização do grupo, que conseguiu atuar durante quase dois anos sem ser desarticulado.
A Polícia Civil reforça o alerta para que os cidadãos desconfiem de intermediários em negociações virtuais, confirmem a identidade dos envolvidos e nunca realizem transferências sem verificar diretamente a autenticidade do vendedor ou comprador.
O caso segue em investigação para identificar outros envolvidos e possíveis novas vítimas em Goiás e em outros estados.
Redação
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