O clima ficou tenso na Casa de Prisão Provisória de Rio Verde nesta quarta-feira (17). O detento Rildo Soares dos Santos, de 33 anos, suspeito de ser um serial killer responsável por cinco assassinatos de mulheres e de um homem na cidade, se envolveu em uma briga dentro da cela de triagem. Para conter a confusão, os agentes penitenciários precisaram intervir com disparos de bala de borracha.
De acordo com informações repassadas pelas autoridades, a confusão começou após outro preso, já ciente dos crimes atribuídos a Rildo, partir para a agressão. O clima esquentou depois de trocas de insultos e terminou em socos e chutes.
Os demais detentos, que dividem a superlotada cela de triagem — onde chegam a estar cerca de 30 presos — ficaram assustados com a violência.
Para restabelecer a ordem, os agentes da unidade utilizaram armas de menor potencial ofensivo. Dois disparos de bala de borracha foram efetuados, controlando a briga rapidamente.
Apesar da intensidade da luta, não houve feridos graves. Os dois detentos foram encaminhados ao ambulatório do presídio, onde passaram por avaliação médica. O preso que iniciou a agressão decidiu não registrar queixa contra Rildo.
O delegado Adelson Candeo, do Grupo de Investigações de Homicídios, destacou que os crimes de Rildo são de conhecimento dos demais internos e que seu comportamento é considerado agressivo. A tensão dentro do presídio, segundo o delegado, é alimentada tanto pela gravidade dos crimes atribuídos ao suspeito quanto pelas condições precárias de superlotação das celas.
O caso reacende o debate sobre a segurança dentro das unidades prisionais e a dificuldade do Estado em controlar figuras de alta periculosidade em ambientes já sobrecarregados.
A população de Rio Verde, que acompanha de perto a investigação dos assassinatos atribuídos a Rildo, agora se vê diante de mais uma preocupação: o comportamento violento do suspeito mesmo após sua prisão.
Redação
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