sábado , 7 março 2026

Goiânia aplica 102 mil multas após volta dos radares

A Prefeitura de Goiânia voltou a aplicar multas de trânsito por meio da fiscalização eletrônica e, em apenas quatro meses, já somou 102.043 autuações. O balanço, referente ao período de abril a julho de 2025, mostra que a média mensal ainda está abaixo do registrado em 2024, mas o volume vem crescendo a cada mês.

Segundo dados oficiais, foram 6.789 multas em abril, 19.509 em maio, 25.582 em junho e um salto expressivo em julho, com 50.163 registros. Antes da paralisação do serviço, no primeiro semestre de 2024, a média mensal era de 57 mil multas.

A fiscalização ficou suspensa por cerca de nove meses após o rompimento do contrato com a empresa responsável pelo monitoramento. Nesse período, Goiânia ficou sem a atuação dos radares e sem o controle de velocidade em pontos críticos da cidade.

Com a retomada, a capital passou a contar com fiscalização em 604 faixas de tráfego, utilizando 300 equipamentos eletrônicos instalados de forma progressiva. Além disso, foram implantadas 100 câmeras PTZ 360°, capazes de ampliar a vigilância em diferentes regiões da cidade.

A gestão municipal também promoveu nova licitação, dividindo a cidade em duas áreas:

  • Norte: Consórcio Fiscaliza Gyn, contratado por R$ 93 milhões;

  • Sul: Consórcio Anhanguera Segurança, contratado por R$ 117 milhões.

Esse último também ficará responsável pela operação do Centro de Controle Operacional (CCO), com investimento de R$ 32,39 milhões para um contrato de 60 meses.

O secretário municipal de Engenharia de Trânsito, Tarcísio Abreu, afirmou que a oscilação dos números é natural após a retomada e que a tendência é de estabilização da média mensal. Segundo ele, o objetivo da fiscalização não é arrecadar, mas reduzir a imprudência e os acidentes nas vias da capital.

Apesar do discurso oficial, a volta dos radares reacende o debate sobre o equilíbrio entre educação no trânsito e aplicação de multas. De um lado, especialistas apontam que a fiscalização eletrônica é essencial para reduzir a violência nas ruas; de outro, parte da população critica o alto valor dos contratos e teme que a iniciativa priorize a arrecadação em detrimento de campanhas educativas.

Redação

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