Goiás reafirma sua força no cenário nacional do agronegócio. De acordo com os dados mais recentes da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) 2024, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dois municípios goianos conquistaram espaço entre as dez maiores produtoras agrícolas do Brasil: Cristalina e Rio Verde.
Cristalina surpreendeu positivamente: o município registrou um valor de produção agrícola de R$ 5,1 bilhões em 2024, o que representa um crescimento nominal de 5,4% em relação a 2023. Esse desempenho fez a cidade subir do 10º para o 5º lugar no ranking nacional, ultrapassando tradicionais polos agrícolas.
O destaque vai para culturas como batata-inglesa, alho e milho, que conseguiram compensar a queda na produção de soja – ainda a principal lavoura da região. A diversificação agrícola foi decisiva para esse salto de posição.
Já Rio Verde, reconhecida nacionalmente como uma das capitais do agronegócio, segue consolidada entre as líderes. O município se apoia principalmente na força da soja e do milho, culturas que há anos movimentam sua economia e projetam a cidade como referência em tecnologia agrícola e produtividade.
Apesar da força goiana, o ranking continua dominado pelo Mato Grosso, que emplacou seis municípios entre os dez primeiros colocados. Além de Goiás, apenas a Bahia conseguiu colocar duas cidades no top 10.
Juntas, essas dez maiores produtoras agrícolas do país alcançaram um valor de produção de R$ 52,4 bilhões em 2024, o que corresponde a aproximadamente 6,7% da produção agrícola nacional, estimada em R$ 783,2 bilhões.
A presença de Cristalina e Rio Verde no grupo das gigantes agrícolas mostra que o estado não só mantém sua relevância, como também avança em áreas estratégicas. Enquanto Rio Verde se mantém sólida na liderança tradicional da soja e do milho, Cristalina se destaca pela capacidade de diversificar culturas e gerar valor agregado.
Esse desempenho reforça Goiás como protagonista na segurança alimentar do Brasil e do mundo, ao mesmo tempo em que movimenta a economia local, gera empregos e atrai investimentos.
Redação
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