Os preços dos alimentos voltaram a cair em agosto, marcando a terceira queda consecutiva — algo inédito desde 2023. O recuo acumulado de junho a agosto foi de 0,91%, segundo levantamento divulgado nesta semana.
Essa sequência de reduções já é sentida por muitas famílias, especialmente nas feiras e supermercados, onde itens essenciais ficaram mais acessíveis.
Economistas apontam três fatores principais para o alívio nos preços:
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Safras mais favoráveis, que ampliaram a oferta de frutas, legumes e verduras.
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Menor pressão dos custos de produção, beneficiados pela valorização do real frente ao dólar.
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Ausência de fenômenos climáticos extremos, como El Niño e La Niña, que prejudicaram colheitas em 2024.
Alguns itens chamaram a atenção pela forte redução nos preços em agosto:
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Tomate: –13,39%
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Cebola: –8,69%
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Batata-inglesa: –8,59%
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Mamão: –10,90%
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Manga: –18,40% (já havia caído 11% em julho)
Já o café, que acumulava alta de 82% em maio, recuou pelo segundo mês seguido e agora tem variação acumulada em torno de 60% em 12 meses.
A projeção dos analistas é de que setembro ainda traga nova redução nos preços de alimentos — e até mesmo deflação no índice geral de inflação.
Entretanto, a partir de outubro pode haver retomada de alta, puxada pelo aumento da demanda das famílias e possível pressão em insumos.
Para 2025, a estimativa é de uma inflação de alimentos em torno de 5%, abaixo da média histórica do século (7,5%).
No estado, onde a cesta básica costuma comprometer boa parte do orçamento familiar, a sequência de quedas já dá fôlego. Produtos como tomate, batata e cebola, comuns no dia a dia dos goianos, estão mais baratos nas feiras livres e supermercados.
Ainda assim, especialistas alertam: é importante aproveitar o momento para planejar melhor as compras e estar atento a possíveis oscilações nos próximos meses.
Redação
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