Uma mãe registrou denúncia contra uma professora do Centro de Educação Infantil (CEI) Querubins, no Setor Sudoeste de Goiânia, após sua filha de apenas quatro anos relatar ter sido agredida dentro da sala de aula.
Segundo a mãe, a educadora teria puxado os cabelos da criança, arrancando fios que foram guardados no bolso, além de causar um hematoma na orelha da menina. O caso, que causou indignação e preocupação, foi registrado em boletim de ocorrência e encaminhado para investigação pela Polícia Civil.
A denúncia ganhou ainda mais peso após a realização de um exame no Instituto Médico Legal (IML), que confirmou a presença de lesões corporais traumáticas provocadas por ação contundente. O laudo reforça o relato da família e deve ser utilizado como prova no inquérito policial.
Ao procurar a coordenação da creche, a mãe esperava providências imediatas. No entanto, segundo relatou, a resposta foi apenas a transferência da professora para outra unidade ligada ao Ministério Filantrópico Terra Fértil, sem aplicação de punições formais.
Para a família, a medida foi insuficiente e não garante segurança nem para a filha, nem para outras crianças que possam ter contato com a educadora em outro local.
Além da dor física, a criança também apresenta sinais de trauma emocional. A mãe relatou que a filha demonstra medo de voltar à escola e dificuldade em socializar após o episódio.
“Minha filha perdeu a alegria de ir para a escola. Agora, ela só chora e diz que tem medo da professora”, desabafou a mãe em entrevista.
O episódio reacende a preocupação com a segurança de crianças em instituições de ensino de Goiânia. No mês passado, outro caso envolvendo uma professora do CEI Pagiel ganhou repercussão, após câmeras de segurança flagrarem agressões contra um aluno de 5 anos. Na ocasião, a educadora foi afastada imediatamente e indiciada por lesão corporal dolosa.
A Polícia Civil deve analisar o boletim de ocorrência, ouvir testemunhas e utilizar o laudo do IML como parte das investigações. A professora denunciada poderá responder pelo crime de lesão corporal contra menor de idade.
Até o momento, o Ministério Filantrópico Terra Fértil não se pronunciou oficialmente sobre o caso.
Casos como esse evidenciam a necessidade urgente de maior fiscalização e transparência nas creches públicas e conveniadas de Goiânia. O ambiente escolar deve ser sinônimo de acolhimento, aprendizado e proteção — e não de medo e violência.
A sociedade e os órgãos competentes precisam agir com rigor para que episódios assim não se repitam.
Redação
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